Sociedade | 27-09-2026 12:00

Parquímetros avançam em Azambuja entre críticas à falta de dados sobre estacionamento

parquimetro estacionamento pagar ilustrativ
foto ilustrativa

Submissão a consulta pública do novo regulamento de trânsito abre caminho à instalação de estacionamento tarifado no centro da vila de Azambuja. Proposta passou com os votos do PS e CDU e contra do PSD, num debate marcado por dúvidas sobre o número de lugares a taxar, custos, tarifas e fiscalização.

O tema dos parquímetros, que há mais de uma década entra e sai da agenda política de Azambuja, voltou a dividir o executivo. A proposta já tinha ido à reunião de 28 de Maio, mas foi retirada para alteração. Regressou à agenda de uma reunião de câmara no dia 15 de Setembro e acabou aprovada para consulta pública sob críticas do PSD.
A vereadora Ana Coelho (PS), autora da proposta, reconheceu que não tinha consigo o levantamento do número de lugares de estacionamento, embora tenha garantido que o estudo está feito. Explicou ainda que o município tem reunido com empresas que gerem parquímetros noutros concelhos e que estão a ser preparados estudos de viabilidade económica.
Segundo a autarca, a intenção é instalar 54 parquímetros. Para os munícipes, a primeira hora deverá ser gratuita e a tarifa seguinte “bastante reduzida”, disse. Haverá também zonas sem pagamento, nomeadamente junto à Praça de Toiros, à EPAC e nos dois parques junto à estação ferroviária, para os quais o município já tem projecto, tendo, recorde-se, pedido apoio à Infraestruturas de Portugal para a sua concretização atendendo à futura ampliação da linha ferroviária.
Ana Coelho justificou o estacionamento pago com a pressão provocada por quem deixa o carro durante todo o dia na vila para apanhar o comboio. “As pessoas querem vir aos serviços e ao comércio e não têm onde estacionar porque estão carros estacionados aqui o dia inteiro”, afirmou. A vereadora acrescentou que a fiscalização deverá ficar a cargo da empresa que vencer o concurso e que o investimento “tem de se pagar a ele próprio”.

PSD contesta avanços sem tarifas e custos definidos
O vereador Luís Benavente (PSD) contestou a aprovação nesta fase, questionando como pode a câmara decidir tarifar o estacionamento sem saber ainda quanto custam os parquímetros, qual será a tarifa e como funcionará a fiscalização. “Estamos a dizer: vamos tarifar isto, mas não sabemos como nem quando”, afirmou. Defendeu que o regulamento de trânsito poderia avançar sem incluir já a decisão sobre estacionamento pago. Em nota divulgada após a reunião, o PSD acusou a maioria de avançar sem informação suficiente, esclarecendo, no entanto, que não se opõe à gestão do estacionamento, mas à forma como considera estar a ser conduzido o processo.
Há anos que O MIRANTE dá conta de avanços e recuos neste processo que nunca chegou a sair do papel em mandatos anteriores. O nosso jornal tem também dado conta de comerciantes e moradores divididos sobre a solução e de críticas às condições dos parques junto à estação.

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