Sociedade | 29-09-2026 10:00

Lapão continua à espera de respostas enquanto os deslizamentos se repetem

Lapão continua à espera de respostas enquanto os deslizamentos se repetem

A instabilidade do terreno no Lapão mantém os moradores à espera de uma solução. A Câmara de Arruda dos Vinhos diz que qualquer intervenção depende de um estudo geológico que permita avaliar os riscos, enquanto a Protecção Civil continua a assinalar deslizamentos no local.

Vários moradores do Lapão, a zona do concelho de Arruda dos Vinhos mais destruída pelas várias tempestades do último inverno, foram pedir explicações à câmara municipal sobre as obras de reparação dos acessos à localidade, que continuam por executar quase oito meses depois de terem ocorrido os deslizamentos de terras.

A dois meses de começar mais um inverno, que alguns temem poder voltar a ser bastante chuvoso, quem tem casas ou ainda vive no Lapão teme um agravamento da situação, já de si precária. Cândido Jeitoso pediu o ponto de situação das obras de reparação na estrada do Lapão, alertando que um dos acessos alternativos, a estrada entre a Ribeira e a Gataria, tem as “bermas a partir e o alcatrão a cair” desde as tempestades e teme que a chegada do próximo inverno venha piorar a situação.

Com a “ponte danificada” na estrada entre o Lapão e o Casal da Serra e a estrada do Casal Carvalho em obras, ainda mais atrasadas do que o previsto, Manuel dos Reis, outro morador, diz estar sem acesso à sua propriedade. Já Natércia Silva questionou para quando as obras na estrada do Lapão, alertando que os acessos alternativos pela Zibreira e pelo Casal Novo “não vão aguentar” o próximo inverno com o elevado fluxo de trânsito e com os buracos e bermas que começam a ameaçar cair.

A Protecção Civil diz que diariamente continuam a verificar-se pequenos deslizamentos de terra no local. O presidente do município, Carlos Alves (PS), reconhece que para quem vive na zona tudo possa parecer demorado, mas explica que não havia capacidade financeira para avançar com os trabalhos. “Isso começou agora a ser possível, apesar de os 1,5 milhões de euros que o município recebeu do Governo para fazer face aos estragos das intempéries ainda não terem sido transferidos, mas já nos permite pelo menos contar com essa verba para avançarmos”, justificou.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias