Sociedade | 29-09-2026 10:00

Só um jovem apareceu para aprender a salvar uma vida em Torres Novas

Só um jovem apareceu para aprender a salvar uma vida em Torres Novas
Max Sobko ganhou ensinamentos sobre como actuar em caso de emergência - foto O MIRANTE

Sete jovens estavam inscritos na iniciativa “Jovens que Salvam”, mas apenas Max Sobko, de 12 anos, apareceu. Formador da Cruz Vermelha defende que saber ligar para o 112, fazer compressões e vencer o medo de intervir podem decidir entre a vida e a morte.

Era suposto serem sete, mas apareceu apenas um. Max Sobko, de 12 anos, foi o único jovem que na manhã de sábado, 12 de Setembro, marcou presença no Jardim das Rosas, em Torres Novas, para aprender como actuar perante uma emergência. A iniciativa “Jovens que Salvam” integrou o Fim de Semana Jovem promovido pelo município entre 11 e 13 de Setembro. Acompanhado pelos pais, Max aproveitou a sessão para adquirir conhecimentos básicos de primeiros socorros e suporte básico de vida. “Quis vir para ter mais conhecimento e poder ajudar, caso aconteça algo”, disse a O MIRANTE. As compressões torácicas e a sequência de procedimentos numa emergência foram os ensinamentos que mais reteve.
José Santos, técnico de emergência pré-hospitalar da Delegação de Torres Novas da Cruz Vermelha Portuguesa, considera que, mesmo com apenas um participante, a formação faz sentido. O objectivo, explica, não é transformar cidadãos em profissionais de emergência, mas ensinar-lhes a proteger-se, ligar correctamente para o 112 e iniciar compressões enquanto aguardam pelos meios de socorro. O formador defende que estes conhecimentos deveriam começar a ser transmitidos ainda na escola, eventualmente no âmbito da disciplina de Cidadania. Segundo afirma, os jovens revelam geralmente facilidade em assimilar a componente prática. O maior obstáculo é muitas vezes o medo de fazer mal, sobretudo de provocar lesões durante uma reanimação. “O importante é dar o primeiro passo. Partir para a situação e ajudar aquela pessoa”, sublinha. José Santos garante que a Cruz Vermelha recebe relatos de antigos formandos que acabaram por aplicar os conhecimentos para ajudar familiares, colegas ou desconhecidos. Mesmo ligar para o 112 e permanecer junto da vítima pode fazer diferença.

Câmara mantém aposta apesar das faltas
O vereador da Juventude, Francisco Dinis, lamentou que seis dos sete inscritos não tenham aparecido e considera que quem se inscreve deve assumir “alguma responsabilidade”. Ainda assim, garante que a sensibilização para primeiros socorros deverá continuar a integrar futuras edições. “Nunca sabemos quando seremos nós os agentes na primeira linha a ter que socorrer o próximo”, concluiu.

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