Só um jovem apareceu para aprender a salvar uma vida em Torres Novas
Sete jovens estavam inscritos na iniciativa “Jovens que Salvam”, mas apenas Max Sobko, de 12 anos, apareceu. Formador da Cruz Vermelha defende que saber ligar para o 112, fazer compressões e vencer o medo de intervir podem decidir entre a vida e a morte.
Era suposto serem sete, mas apareceu apenas um. Max Sobko, de 12 anos, foi o único jovem que na manhã de sábado, 12 de Setembro, marcou presença no Jardim das Rosas, em Torres Novas, para aprender como actuar perante uma emergência. A iniciativa “Jovens que Salvam” integrou o Fim de Semana Jovem promovido pelo município entre 11 e 13 de Setembro. Acompanhado pelos pais, Max aproveitou a sessão para adquirir conhecimentos básicos de primeiros socorros e suporte básico de vida. “Quis vir para ter mais conhecimento e poder ajudar, caso aconteça algo”, disse a O MIRANTE. As compressões torácicas e a sequência de procedimentos numa emergência foram os ensinamentos que mais reteve.
José Santos, técnico de emergência pré-hospitalar da Delegação de Torres Novas da Cruz Vermelha Portuguesa, considera que, mesmo com apenas um participante, a formação faz sentido. O objectivo, explica, não é transformar cidadãos em profissionais de emergência, mas ensinar-lhes a proteger-se, ligar correctamente para o 112 e iniciar compressões enquanto aguardam pelos meios de socorro. O formador defende que estes conhecimentos deveriam começar a ser transmitidos ainda na escola, eventualmente no âmbito da disciplina de Cidadania. Segundo afirma, os jovens revelam geralmente facilidade em assimilar a componente prática. O maior obstáculo é muitas vezes o medo de fazer mal, sobretudo de provocar lesões durante uma reanimação. “O importante é dar o primeiro passo. Partir para a situação e ajudar aquela pessoa”, sublinha. José Santos garante que a Cruz Vermelha recebe relatos de antigos formandos que acabaram por aplicar os conhecimentos para ajudar familiares, colegas ou desconhecidos. Mesmo ligar para o 112 e permanecer junto da vítima pode fazer diferença.
Câmara mantém aposta apesar das faltas
O vereador da Juventude, Francisco Dinis, lamentou que seis dos sete inscritos não tenham aparecido e considera que quem se inscreve deve assumir “alguma responsabilidade”. Ainda assim, garante que a sensibilização para primeiros socorros deverá continuar a integrar futuras edições. “Nunca sabemos quando seremos nós os agentes na primeira linha a ter que socorrer o próximo”, concluiu.


