Sociedade | 30-09-2026 15:00

Construção do novo posto da GNR de Aveiras sofre novo revés por falta de interessados

Construção do novo posto da GNR de Aveiras sofre novo revés por falta de interessados
Posto da Guarda em Aveiras de Cima funciona nas antigas instalações da junta de freguesia

Verba de dois milhões de euros já não chega para atrair empresas ao concurso para construção do novo posto da GNR de Aveiras de Cima. Presidente da Câmara de Azambuja pede reunião com carácter de urgência ao Governo para pedir um reforço do financiamento.

A construção do novo posto territorial da GNR de Aveiras de Cima sofreu mais um revés. O concurso público lançado pela Câmara de Azambuja, com um preço base de 2,1milhões de euros, não teve propostas dentro do valor disponível para executar a empreitada. Dos cinco concorrentes, três comunicaram não ter condições para avançar por excesso de obras em carteira e os restantes dois apresentaram valores na ordem dos três milhões de euros.
A informação foi avançada pelo presidente do município, Silvino Lúcio (PS), na reunião do executivo de 15 de Setembro, durante a apreciação da ratificação de um despacho relacionado com erros e omissões, ponto que foi aprovado por unanimidade. O autarca explicou que o município dispõe de cerca de 2,1 milhões de euros para a obra e anunciou que vai pedir, com carácter de urgência, uma reunião ao ministro da Administração Interna para tentar encontrar uma solução. “Tenho de ir falar com o senhor ministro e levar-lhe os factos”, afirmou, considerando que os valores avançados pelo organismo do Ministério da Administração Interna remontam a 2023 e estão hoje desfasados dos custos reais da construção. O autarca pretende que seja feita uma adenda ao protocolo que permita reforçar o financiamento. “De resto está tudo tratado: terreno e projecto”, sublinhou.

PSD aponta atrasos e PS rejeita responsabilidades
O vereador do PSD Luís Benavente afirmou que o objectivo é que a empreitada avance rapidamente para que Aveiras de Cima tenha finalmente o novo posto da GNR, mas questionou se a diferença de valores não estará também relacionada com a demora de todo o processo. Recordou que o protocolo foi assinado em 2020 e que o projecto só foi entregue em Maio de 2023, defendendo que houve um “vai e vem” no processo e períodos em que o protocolo chegou a estar caducado ou próximo disso. “Não houve aqui o agarrar desta situação por parte do município”, criticou.
Silvino Lúcio rejeitou que as responsabilidades pelos atrasos sejam colocadas sobre a autarquia. “Não queira pôr no município as culpas que não tem”, respondeu, afirmando que a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna demorou cerca de três anos a aprovar o projecto. O presidente acrescentou que, já numa fase posterior, foi ainda necessário gastar mais 12.500 euros para alterar o projecto devido às exigências relativas ao pé-direito da zona de atendimento ao público.

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