Falta de auxiliares deixa turma sem aulas no Centro Escolar de Casais
Uma turma do pré-escolar do Centro Escolar de Casais, em Tomar, ficou sem aulas devido à falta de assistentes operacionais. Câmara de Tomar garante que cumpre os rácios legais e promete gerir os recursos disponíveis em função das necessidades.
A falta de assistentes operacionais voltou a causar constrangimentos no Centro Escolar de Casais, em Tomar, onde uma turma do pré-escolar ficou sem aulas na quarta-feira, 23 de Setembro. A situação estará relacionada com duas baixas médicas de funcionárias, uma delas de longa duração e já conhecida, explicou a O MIRANTE Luís Freire, presidente da União das Freguesias de Casais e Alviobeira. O problema levou à realização de uma reunião entre representantes da Câmara de Tomar, Agrupamento de Escolas Templários (AET), coordenação do estabelecimento, junta de freguesia e cerca de 30 representantes dos encarregados de educação. Como solução imediata ficou decidida a deslocação de uma trabalhadora da biblioteca de outra escola para assegurar o serviço em falta. Na quinta-feira, a turma já funcionou normalmente. Os responsáveis reconheceram que o Centro Escolar de Casais apresenta características que tornam mais exigente a gestão dos recursos humanos. O edifício tem dois pisos, com o pré-escolar no rés-do-chão e o primeiro ciclo no piso superior, além dos espaços exteriores. É ainda necessário assegurar o acompanhamento das crianças no transporte escolar.
A contratação de assistentes operacionais é responsabilidade da Câmara de Tomar e obedece a rácios definidos legalmente. O município garante que esses rácios estão a ser cumpridos. Para aumentar o número de trabalhadores para além dos parâmetros estabelecidos seria necessário um parecer da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), entidade que, segundo Luís Freire e os encarregados de educação, não tem respondido às solicitações. O agrupamento terá pedido apoio à DGEstE em Julho, sem resposta até agora, e os pais enviaram igualmente uma exposição na semana passada. Durante a reunião foi sugerido aos encarregados de educação que reforçassem os contactos com aquela entidade. A situação torna-se particularmente sensível no pré-escolar, onde existem duas crianças com Perturbação do Espectro do Autismo de grau 3. Uma delas é acompanhada por uma funcionária cujo contrato termina em Outubro, enquanto a outra, segundo os pais, não dispõe de acompanhamento individualizado. A escola tem actualmente cerca de 150 crianças e, segundo o autarca, seriam necessários aproximadamente 170 alunos para justificar mais um assistente através desse mecanismo. Estão, entretanto, abertos concursos para cerca de sete assistentes operacionais destinados ao Agrupamento de Escolas Templários, embora ainda não seja conhecida a distribuição dos trabalhadores pelos diferentes estabelecimentos. A eventual renovação do contrato da funcionária que acompanha uma das crianças com autismo também estará em análise.


