Sociedade | 02-10-2026 11:02
Abrantes mantém contas positivas mas investimento fica pelos 13%
Município fechou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido positivo de 1,14 milhões de euros, mas a execução do Plano Plurianual de Investimentos ficou nos 13%. Receita e despesa aceleraram até Setembro, embora o fecho do exercício só aconteça no final do ano.
As contas do município de Abrantes relativas ao primeiro semestre de 2026 apresentam um resultado líquido positivo de cerca de 1,14 milhões de euros, mas revelam uma baixa execução do investimento previsto. Até final de Junho tinham sido executados financeiramente cerca de 3,18 milhões de euros do Plano Plurianual de Investimentos (PPI), correspondentes a uma taxa de apenas 13%. Os números foram analisados na Assembleia Municipal de Abrantes e mostram também uma quebra do resultado líquido face ao período homólogo. No primeiro semestre de 2025 o município tinha registado cerca de 2,10 milhões de euros positivos, o que significa uma redução próxima dos 960 mil euros num ano.
Apesar dessa descida, a receita arrecadada continuou acima da despesa. Entre Janeiro e Junho entraram nos cofres municipais cerca de 24,22 milhões de euros, enquanto a despesa ficou nos 18,48 milhões, uma diferença de aproximadamente 5,74 milhões. A taxa de execução da receita era de 34% e a da despesa de 26%. A execução de apenas 13% do investimento foi um dos indicadores que mais atenção mereceu durante a discussão. O valor ficou abaixo do registado no período comparável de 2025 e deixa uma parte significativa dos investimentos previstos para o ano ainda sem expressão financeira nas contas do primeiro semestre.
O Partido Socialista defendeu que os números devem ser enquadrados por se tratar de um balanço intermédio, lembrando que a execução financeira dos projectos não é distribuída uniformemente pelos 12 meses. Foi ainda salientado que podem existir investimentos em fases de preparação, contratação ou execução que ainda não tenham reflexo contabilístico. Os dados relativos a Setembro mostram entretanto uma aceleração da execução orçamental. A receita passou de 34% para 42% e a despesa de 26% para 38%, embora estes valores continuem a ser intercalares.
A redução do resultado líquido foi associada à diminuição de receitas em rubricas como derrama e licenciamentos e ao aumento de gastos com bens e serviços, pessoal e transferências de capital. Apesar da quebra de quase um milhão de euros, as contas semestrais mantêm-se positivas. O grande ponto de interrogação permanece no investimento e na capacidade de executar, até final do ano, uma parcela significativa dos projectos inscritos no orçamento municipal.
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