Empréstimo para obras na EM 513 levanta críticas ao planeamento da Câmara de Azambuja
Município de Azambuja vai avançar com o procedimento para contratar um empréstimo bancário destinado à requalificação da Estrada Municipal 513. PSD votou favoravelmente, mas acusa gestão socialista de não ter preparado financeiramente uma obra previsível há vários anos.
A Câmara de Azambuja vai consultar entidades bancárias para contratar um empréstimo destinado à requalificação e beneficiação da Estrada Municipal (EM) 513, uma intervenção orçada em cerca de 4 milhões de euros. O avanço para o financiamento foi aprovado por unanimidade na reunião do executivo de 15 de Setembro, depois de a assembleia municipal já ter autorizado o recurso ao crédito, considerando a obra como urgente e prioritária.
O vereador do PSD Luís Benavente deixou claro que não está em causa a necessidade da intervenção, mas criticou o que considera ter sido falta de planeamento financeiro por parte do executivo socialista. Segundo o social-democrata, a degradação da EM 513 não surgiu de um dia para o outro e o município sabia há vários anos que seria necessária uma intervenção profunda.
Luís Benavente admitiu que o valor arrecadado do Imposto Único de Circulação (IUC), cerca de oito milhões de euros por mandato, não serve exclusivamente para pagar pavimentações, mas defendeu que a autarquia dispõe de outras fontes de receita e que o orçamento municipal deve servir precisamente para estabelecer prioridades e preparar investimentos de grande dimensão ao longo dos anos.
“Estamos a discutir a capacidade de um executivo planear uma obra que era previsível”, afirmou o social-democrata, defendendo que, perante um investimento de quase quatro milhões de euros, a autarquia deveria ter preparado antecipadamente o esforço financeiro. Caso contrário, acrescentou, quando chega o momento de avançar restam duas possibilidades: “adiar ou endividar-se”. Apesar das críticas, os vereadores do PSD votaram favoravelmente o avanço do empréstimo, justificando a posição com a urgência da intervenção.
Luís Benavente recuperou também a questão da ciclovia, lembrando que anteriormente tinha sido anunciada a intenção de a integrar na requalificação da EM 513. Em Dezembro de 2025, o presidente da câmara, Silvino Lúcio (PS), tinha afirmado que era intenção do município estudar a implantação dessa infraestrutura no âmbito do projecto. Agora, limitou-se a reafirmar a opção do município pelo financiamento bancário, sustentando que esse é o caminho definido para permitir o avanço de uma intervenção há muito reclamada.


