Falta de ar condicionado prejudica alunos e profissionais na Póvoa de Santa Iria
Vereadores da coligação Nova Geração usaram valor das senhas de presença para comprar ventoinhas e oferecê-las à Escola Secundária Dom Martinho Vaz de Castelo Branco, da Póvoa de Santa Iria, que não tem sistema de ar condicionado a funcionar.
A Escola Básica e Secundária D. Martinho Vaz de Castelo Branco, na Póvoa de Santa Iria, tem o sistema de ar condicionado avariado há meses e sem se saber quando pode vir a ser reparado pelo Ministério da Educação. Nos corredores ouvem-se queixas de alunos, professores e funcionários sobre o problema que tarda em ser resolvido.
A última reunião do executivo da Câmara de Vila Franca de Xira, realizada em dois dias consecutivos no auditório da escola, veio mostrar a dimensão do problema, em dias em que a temperatura exterior foi superior a 35 graus. Em protesto e tentando chamar a atenção para o problema, os vereadores da coligação Nova Geração (PSD/IL) usaram o valor das senhas de presença para comprarem ventoinhas que levaram para a reunião de câmara, oferecendo-as depois à escola para tentar colmatar o problema. “Estamos numa escola onde os alunos têm aulas sujeitos aos mesmos 30 graus que estão no exterior”, criticou David Pato Ferreira, da coligação.
Também Carlos Alvarenga, do Chega, criticou o excesso de calor no edifício, usando um leque durante a reunião para se tentar refrescar. O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), reconheceu o problema, disse que a câmara está a tentar pressionar as entidades competentes para o resolver, mas lembrou que a manutenção da escola - e em particular do sistema de ar condicionado - não é uma responsabilidade do município. Na reunião de 15 de Setembro os autarcas da Nova Geração levaram as ventoinhas para a sala em protesto. “Face às condições que se fizeram sentir ontem neste espaço comprámos ventoinhas com as nossas senhas de presença e vamos doá-las à escola que as usará como achar mais conveniente. Não deixa de ser estranho que tenhamos de chegar a este ponto para estar minimamente confortáveis na escola e nas salas de aula”, criticou David Pato Ferreira.


