Sociedade | 04-10-2026 10:00

Motas de água em Valada levam queixas de moradores à Câmara do Cartaxo

Motas de água em Valada levam queixas de moradores à Câmara do Cartaxo
Problema das motas de água em Valada é mais de civismo do que legislação - foto DR

Moradores e empresários têm manifestado incómodo com a utilização de motas de água em Valada. O presidente da Câmara do Cartaxo diz que já houve fiscalização, mas admite que será necessário “fazer algo mais” caso os problemas continuem.

As queixas relacionadas com a utilização de motas de água em Valada chegaram à reunião da Câmara do Cartaxo de 16 de Setembro. O vereador do PS Ricardo Magalhães alertou para o crescente descontentamento entre moradores e responsáveis por alguns estabelecimentos da localidade, questionando o município sobre o acompanhamento que tem sido feito à situação. Apesar de reconhecer que a fiscalização não é uma competência directa da autarquia, Ricardo Magalhães quis saber se existe articulação com as forças de segurança para tentar reduzir os incómodos provocados por este tipo de utilização no rio Tejo.
O presidente da câmara, João Heitor, reconheceu que o problema também o preocupa e revelou já ter abordado o assunto com as autoridades. Segundo o autarca, foram realizadas acções de fiscalização, mas estas poderão não ser suficientes. “É preciso fazer algo mais”, afirmou João Heitor, criticando comportamentos que classificou como “pouco civilizados” e “pouco respeitadores do próximo”. O presidente admitiu que algumas utilizações das motas de água possam ser permitidas pela legislação, mas considera que existe uma questão de civismo que não está a ser respeitada. “Há garantidamente aqui um sentido cívico que não é cumprido”, afirmou, defendendo que, caso o problema persista, o município deverá procurar soluções para minimizar os incómodos. “O que é certo é que é preciso fazer algo mais para evitar aquele tipo de utilização, que de facto incomoda”, reforçou.
Na mesma reunião, Ricardo Magalhães questionou ainda quando deverá entrar em funcionamento o parque de pesados da Lapa, cuja construção já está concluída. João Heitor explicou que faltam executar os acessos para permitir a entrada e saída dos camiões. A intervenção deverá arrancar ainda este mês e prolongar-se durante cerca de um mês, estando a autarquia a apontar para a abertura do parque antes do final de Outubro. “Não faz sentido estarmos a deslocar para lá os carros para depois estarmos a fazer essa obra e impedir outra vez os carros de passarem durante a obra”, explicou o presidente, acrescentando que a Câmara pretende entretanto definir e articular com os utilizadores as regras de funcionamento do novo parque.

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