Quebra de atletas no Grande Prémio de Marcha de Rio Maior gera debate na câmara
Munícipe João Pedro lamentou a redução da participação na prova internacional e defendeu que é preciso recuperar a ligação dos riomaiorenses ao evento. Presidente da câmara reconhece que a marcha atlética atravessa uma fase difícil e considera necessária uma reflexão sobre o futuro da competição.
A quebra do número de atletas no Grande Prémio Internacional de Rio Maior em Marcha Atlética esteve em destaque na reunião de câmara de 14 de Setembro. O assunto foi levantado pelo munícipe João Verde da Costa, que acompanhou durante vários anos a organização da prova e manifestou preocupação com a reduzida participação registada na edição deste ano, apesar de considerar que, em termos organizativos, foi “das melhores” a que já assistiu. João Verde da Costa recordou os tempos em que a competição atraía mais atletas e público e confessou ter ficado “triste” com a realidade actual. “Se calhar temos todos que fazer um bocado mais para que possamos reactivar com mais dignidade este evento e que os riomaiorenses regressem a ele porque é importante”, afirmou.
O presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, reconheceu a quebra de participação, mas sublinhou que o problema não é exclusivo do concelho. “É uma modalidade que teve um boom nos anos 90 e 2000, mas que hoje está em crise”, afirmou, referindo que essa preocupação tem sido transmitida por federações e outras entidades internacionais ligadas à marcha atlética. O autarca lembrou ainda que, há cerca de uma década, Rio Maior tinha aproximadamente o dobro dos atletas a praticar a modalidade. Para Filipe Santana Dias, o momento exige uma reflexão a nível “internacional, nacional e local” sobre o futuro da marcha atlética e também sobre o próprio Grande Prémio Internacional de Rio Maior.
Ciclovia e Largo das Correias continuam à espera de investimento
Durante a intervenção, João Verde da Costa aproveitou ainda para questionar o executivo sobre várias situações em Vale de Óbidos. Em relação à ciclovia, o presidente da câmara explicou que o projecto está a ser desenvolvido, mas que a obra não deverá avançar este ano devido às limitações financeiras do município e aos investimentos anteriormente assumidos. A mesma condicionante afecta a intervenção prevista para o Largo das Correias. Segundo Filipe Santana Dias, existe já um esboço para a requalificação daquele espaço, embora ainda não esteja concluído o respectivo projecto.
Na área do saneamento, o munícipe quis saber quando poderão os moradores da Rua das Sesmarias efectuar as ligações à rede e quem suporta os encargos nos casos em que seja necessário recorrer a sistemas de elevação. O presidente esclareceu que compete aos proprietários assegurar a ligação das habitações aos respectivos ramais, acrescentando que a câmara deverá agora proceder à notificação dos moradores para que façam essas ligações.


