Sociedade | 08-10-2026 21:34

Monliz distinguida como Empresa do Ano: “O que nos distingue são as pessoas e não os números”

Monliz distinguida como Empresa do Ano: “O que nos distingue são as pessoas e não os números”

Ao receber a distinção de O MIRANTE, o director-geral da Monliz fez questão de partilhar o prémio com todos os que diariamente constroem a empresa.

A Monliz, em Alpiarça, foi galardoada com o prémio de Empresa do Ano, atribuído por O MIRANTE, esta quinta-feira, no Convento de S. Francisco, em Santarém. O director-geral da empresa, Mauro Cardoso, sublinhou que o sucesso da organização assenta no esforço colectivo dos seus trabalhadores e parceiros, recusando receber a distinção sozinho.

O director-geral da Monliz fez questão de partilhar o prémio com todos os que diariamente constroem a empresa. “Nenhuma empresa recebe um reconhecimento destes por causa de uma pessoa”, afirmou, dedicando o troféu tanto aos presentes na cerimónia como aos que se encontravam a laborar no momento, numa actividade que não pára e funciona 24 horas por dia, quase 365 dias por ano.

Com um percurso marcado pelo crescimento, modernização e integração em dois grupos internacionais de referência, a Monliz exporta os produtos agrícolas da região para múltiplos mercados externos. Contudo, Mauro Cardoso frisou que o verdadeiro diferencial da empresa reside no factor humano: “Aquilo que verdadeiramente distingue a Monliz não são os edifícios, os equipamentos ou os números, são as pessoas”.

O director-geral aproveitou a ocasião para deixar uma palavra de profundo respeito e reconhecimento aos agricultores da região, que enfrentaram um ano de trabalho particularmente difícil, fustigado por fenómenos meteorológicos extremos — como tempestades, inundações e ondas de calor —, além da incerteza e do aumento dos custos de produção.

Numa breve reflexão sobre o sector, o responsável defendeu que a agricultura e a indústria alimentar europeias estão entre as mais exigentes e reguladas do mundo. Sem pedir proteccionismo, Mauro Cardoso exigiu reciprocidade e concorrência leal no mercado europeu. “Pedimos que os produtos que chegam ao mercado europeu sejam produzidos em condições efectivamente equivalentes às exigidas aos agricultores e às empresas europeias”, alertou, sublinhando que defender esta capacidade produtiva é salvaguardar empregos, comunidades, a segurança alimentar e o futuro das próximas gerações.

Para a Monliz, este galardão não representa um ponto de chegada, mas sim um compromisso renovado de investimento na indústria, de apoio aos agricultores portugueses e de criação de valor para a região que a acolhe.

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