IC3 pode demorar uma década e Chamusca procura solução para problemas na ponte
Requalificação da EN118 voltou a sofrer atrasos e o IC3 poderá demorar até uma década a concretizar. Enquanto a nova ligação não chega, Câmara da Chamusca procura soluções para reduzir os constrangimentos na ponte sobre o Tejo, onde está em análise a instalação de semáforos inteligentes.
As principais infraestruturas rodoviárias do concelho voltaram a estar em discussão na última Assembleia Municipal da Chamusca, com o presidente da câmara, Nuno Mira, a fazer um ponto de situação sobre a EN118, o IC3/A13 e a Ponte da Chamusca. O autarca reconheceu atrasos e deixou claro que algumas das soluções estruturantes continuam a vários anos de distância. Sobre a requalificação da EN118, Nuno Mira recordou que já tinham sido avançadas duas datas para o início dos trabalhos que acabaram por não se concretizar. Segundo explicou, a informação mais recente recebida da Infraestruturas de Portugal apontava para a execução da intervenção no terceiro trimestre de 2026. Os sucessivos adiamentos terão sido condicionados, pelo menos em parte, pela necessidade de canalizar meios para intervenções consideradas prioritárias na sequência de tempestades e danos registados noutros pontos do país.
Em relação ao IC3/A13, o presidente revelou que foi lançado em Março um concurso público internacional, no valor de 1,4 milhões de euros, para a elaboração do estudo e projecto. Nuno Mira procurou, no entanto, travar expectativas quanto à concretização da ligação, sublinhando que o processo terá ainda de passar pela adjudicação e elaboração do projecto, avaliação de impacto ambiental, lançamento da empreitada e construção. “A correr bem”, estimou, poderão ser necessários oito, nove ou dez anos até a estrada estar concretizada.
Perante esse horizonte, a Ponte da Chamusca continua a ser uma preocupação imediata. O município reuniu com o ministro das Infraestruturas para discutir alternativas que permitam aliviar os constrangimentos da travessia. Entre as hipóteses analisadas esteve a retirada de algumas protecções laterais para facilitar o cruzamento de pesados, solução que terá sido afastada pelos técnicos por razões de segurança, e a restrição da circulação de veículos pesados em períodos de maior tráfego. Outra possibilidade passa pela instalação de semaforização inteligente, que interromperia a circulação num dos sentidos apenas quando um pesado estivesse efectivamente a atravessar a ponte. Nenhuma solução está, para já, decidida, estando o executivo municipal a aguardar a avaliação da Infraestruturas de Portugal.


