Barack Obama veio a Lisboa contar que os luso americanos são da família e criticou a invasão de países independentes
Barack Obama esteve em Lisboa para uma conferência sobre os temas da actualidade e não deixou de criticar os líderes racistas, homofóbicos, assim como uma maior intervenção dos jovens no governo do mundo.
O ex-presidente dos EUA e prémio Nobel da Paz esteve em Lisboa para participar no Game Changers Fórum, onde falou sobre democracia, inteligência artificial e liderança, para uma plateia que encheu o Meo Arena.
Numa conversa, que durou cerca de sessenta minutos, e que foi facilitada por um moderador, Obama começou por lembrar os portugueses que o acompanharam durante toda a sua presidência, lembrando que os lusos americanos constituíam, na altura, uma das maiores comunidades de emigrantes.
Nos temas abordados Obama foi sempre um orador tranquilo, não deixando de elogiar a Comunidade Europeia por ajudar a construir uma democracia que ainda precisa de muitos acertos, falou da segregação racial, deixou algumas farpas aos líderes que governam segundo os seus interesses pessoais e dos seus amigos, e elogiou aqueles que apostam nos jovens para novas lideranças, na política ou noutras áreas da vida colectiva.
Joaquim Cabaço, presidente do conselho de administração da Trivalor, foi um dos oradores da tarde que antes da intervenção de Barack Obama falou do papel da economia e dos empresários na luta por um mundo melhor.
Obama foi várias vezes interrompida pelos aplausos de uma plateia que se manifestava cada vez que o Nobel da Paz falava dos direitos das mulheres, dos homossexuais, das lideranças musculadas, da falta de diálogo, do autoritarismo e da invasão de territórios de países independentes, falando indiretamente daquilo que está a acontecer com a actual liderança de Donald Trump.
Sobre a IA reconheceu os perigos, mas disse acreditar que nunca haverá um homem só a controlar a maior e a mais revolucionária invenção de todos os tempos.
O Game Changers Fórum juntou mais de três dezenas de oradores ao longo da tarde do dia 10 de Outubro, alguns deles falando das suas vidas pessoais e empresariais, como foi o caso de Frederico Varandas, Joaquim Cabaço, Filipe de Botton, entre muitos outros.
A organização proibiu a captura de imagem e de som da conferência de Obama, mas não da totalidade do evento.


