Estacionamento proibido a veículos pesados no Campo Infante da Câmara em Santarém
As queixas dos moradores deram resultado e a Câmara de Santarém decidiu proibir o estacionamento a todos os veículos pesados no antigo campo da feira, no centro da cidade.
O executivo da Câmara de Santarém decidiu, por unanimidade, proibir o estacionamento de veículos pesados no Campo Infante da Câmara, no centro da cidade, dando assim resposta positiva às reivindicações dos moradores da zona. A decisão foi assumida na reunião camarária de 13 de Outubro.
Segundo explicou o vereador Pedro Gouveia, a deliberação segue o que foi proposto pela PSP e a proibição da totalidade de veículos pesados no antigo campo da feira será operacionalizada através da instalação de sinalização vertical específica nos acessos àquele espaço. “O impacto esperado passa pela redução do ruído e dos incómodos sentidos pelos residentes, pela melhoria das condições de circulação e usufruto do espaço público e pelo reforço do bem-estar urbano naquela zona de Santarém”, diz o município.
O município aponta como alternativa para estacionamento de veículos pesados um espaço junto ao Staples e a Zona Industrial de Santarém, enquanto procura negociar um terreno para criar um parque de estacionamento fechado para esse tipo de viaturas.
Tal como O MIRANTE noticiou no final de Agosto, o estacionamento de veículos pesados no Campo Infante da Câmara tem motivado queixas entre os moradores dos prédios vizinhos, devido ao ruído nocturno causado pelos camiões, que lhes perturba o descanso. Alguns moradores foram a uma reunião do executivo municipal expressar o seu descontentamento pelos transtornos causados pelo estacionamento de camiões nas proximidades das suas habitações, queixando-se, nomeadamente, do ruído nocturno causado pelos veículos com semi-reboques frigoríficos.
Os moradores entregaram um documento na Câmara de Santarém, solicitando a tomada de medidas à autarquia, alegando que não é possível ter qualidade de vida com um parque de estacionamento de veículos pesados na vizinhança. “As pessoas quando compraram ali as suas habitações, e aquela não é uma zona barata, fizeram-no também na expectativa de que o espaço seria requalificado e que não seria para parque de estacionamento de camiões”, vincou na altura o morador José Marcelino.


