Ponte das Palhas intransitável há meses revolta população da Parreira
Utilizadores da Ponte das Palhas, na freguesia da Parreira, concelho da Chamusca, estão indignados com a demora na resolução de um problema que se arrasta há vários meses. O presidente da câmara, Nuno Mira, garante que a situação não está esquecida, mas a recuperação exige um investimento de várias centenas de milhares de euros.
A Ponte das Palhas, na freguesia da Parreira, concelho da Chamusca, continua intransitável há vários meses, provocando indignação entre os habitantes e trabalhadores que utilizavam diariamente aquela travessia. Os afectados queixam-se de ter de percorrer vários quilómetros adicionais para chegar aos locais de trabalho, uma situação que representa mais tempo perdido nas deslocações e maiores despesas com combustível. O descontentamento aumenta à medida que os meses passam sem uma solução à vista. Os utilizadores consideram que a travessia é fundamental para a mobilidade naquela zona do concelho e reclamam uma intervenção que permita repor a circulação e acabar com os transtornos diários.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, garante que o assunto não está esquecido e que os serviços municipais continuam a trabalhar para encontrar uma solução. O autarca reconhece a dimensão do problema, mas sublinha que a intervenção exige várias centenas de milhares de euros, verba que o município está a procurar reunir para avançar com os trabalhos.
A Ponte das Palhas foi uma das infraestruturas afectadas pela depressão Kristin, que provocou elevados prejuízos no concelho da Chamusca. Na altura, a autarquia estimou em cerca de 11,5 milhões de euros os danos em infraestruturas municipais, sobretudo estradas, pontes e equipamentos públicos. Segundo explicou então Nuno Mira, a força das águas provocou a erosão dos terrenos por baixo de várias estradas, levando ao abatimento do pavimento. A queda da ponte na Parreira foi identificada como uma das situações mais graves. A estrutura, doada há vários anos pelo Exército, poderia eventualmente ser desmontada e remontada, mas essa possibilidade dependia de uma avaliação técnica que, na altura, ainda não tinha sido realizada devido ao elevado caudal das linhas de água e aos terrenos alagados. O município admitiu desde o início não ter capacidade financeira para suportar sozinho a recuperação dos estragos, tendo remetido o levantamento dos prejuízos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, na expectativa de obter apoios governamentais.


