Sociedade | 13-10-2026 21:00

Ponte das Palhas intransitável há meses revolta população da Parreira

Ponte das Palhas intransitável há meses revolta população da Parreira

Utilizadores da Ponte das Palhas, na freguesia da Parreira, concelho da Chamusca, estão indignados com a demora na resolução de um problema que se arrasta há vários meses. O presidente da câmara, Nuno Mira, garante que a situação não está esquecida, mas a recuperação exige um investimento de várias centenas de milhares de euros.

A Ponte das Palhas, na freguesia da Parreira, concelho da Chamusca, continua intransitável há vários meses, provocando indignação entre os habitantes e trabalhadores que utilizavam diariamente aquela travessia. Os afectados queixam-se de ter de percorrer vários quilómetros adicionais para chegar aos locais de trabalho, uma situação que representa mais tempo perdido nas deslocações e maiores despesas com combustível. O descontentamento aumenta à medida que os meses passam sem uma solução à vista. Os utilizadores consideram que a travessia é fundamental para a mobilidade naquela zona do concelho e reclamam uma intervenção que permita repor a circulação e acabar com os transtornos diários.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Nuno Mira, garante que o assunto não está esquecido e que os serviços municipais continuam a trabalhar para encontrar uma solução. O autarca reconhece a dimensão do problema, mas sublinha que a intervenção exige várias centenas de milhares de euros, verba que o município está a procurar reunir para avançar com os trabalhos.
A Ponte das Palhas foi uma das infraestruturas afectadas pela depressão Kristin, que provocou elevados prejuízos no concelho da Chamusca. Na altura, a autarquia estimou em cerca de 11,5 milhões de euros os danos em infraestruturas municipais, sobretudo estradas, pontes e equipamentos públicos. Segundo explicou então Nuno Mira, a força das águas provocou a erosão dos terrenos por baixo de várias estradas, levando ao abatimento do pavimento. A queda da ponte na Parreira foi identificada como uma das situações mais graves. A estrutura, doada há vários anos pelo Exército, poderia eventualmente ser desmontada e remontada, mas essa possibilidade dependia de uma avaliação técnica que, na altura, ainda não tinha sido realizada devido ao elevado caudal das linhas de água e aos terrenos alagados. O município admitiu desde o início não ter capacidade financeira para suportar sozinho a recuperação dos estragos, tendo remetido o levantamento dos prejuízos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, na expectativa de obter apoios governamentais.

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