Rotura deixa Cartaxo sem água e alunos com dificuldades para usar casas de banho
Uma rotura numa conduta de abastecimento deixou a cidade do Cartaxo sem água durante várias horas e provocou constrangimentos nas escolas.
Uma rotura numa conduta da rede geral de abastecimento deixou a cidade do Cartaxo sem água durante a madrugada e a manhã de 7 de Outubro, provocando transtornos à população e queixas de encarregados de educação devido às dificuldades sentidas pelos alunos nas escolas. A avaria ocorreu na noite de 6 para 7 de Outubro, numa conduta que atravessa o recinto da Escola Secundária do Cartaxo e transporta água de um depósito para a rede principal da cidade. O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, explicou a O MIRANTE que acompanhou os trabalhos de reparação até às duas da madrugada. A Cartágua teve de abrir uma vala para localizar e reparar a rotura, tendo o abastecimento sido restabelecido pelas 12h30. Perante a previsão de resolução do problema durante a manhã, o município decidiu manter as escolas abertas e mobilizou os Bombeiros do Cartaxo para instalar depósitos de água nos estabelecimentos de ensino e noutros equipamentos, incluindo o centro de saúde. As instituições particulares de solidariedade social também foram contactadas para avaliar eventuais necessidades de apoio.
Apesar das medidas, a falta de água provocou dificuldades na utilização das instalações sanitárias da Escola Secundária do Cartaxo. Paulo Pinto, pai de um aluno, denunciou que o filho teve de fazer as necessidades numa zona escondida do recinto escolar por, alegadamente, não conseguir utilizar uma casa de banho. Segundo relatou, outro aluno terá enfrentado uma situação semelhante e precisado de chamar os avós para o irem buscar à escola. João Heitor reconhece os incómodos, mas rejeita que todas as instalações sanitárias tenham estado encerradas. Segundo o autarca, algumas casas de banho ficaram temporariamente indisponíveis, enquanto outras continuaram a funcionar. O presidente da câmara admite, ainda assim, os transtornos causados pela situação. “É de facto incomodativo não ter água, mesmo que seja apenas por um curto espaço de tempo, porque a água é um bem essencial e faz muita falta a toda a gente”, afirmou.


