Sociedade | 15-10-2026 11:16

Psicólogo acusado de abusos sexuais de menores em Alenquer começou a ser julgado no Tribunal de Loures

Psicólogo acusado de abusos sexuais de menores em Alenquer começou a ser julgado no Tribunal de Loures

Um psicólogo está a ser julgado por mais de 60 crimes de abuso sexual de menores e 16 de pornografia de menores, praticados em Alenquer. O Ministério Público acusa-o de se ter aproveitado da relação profissional com uma jovem para obter imagens íntimas e manter relações sexuais com ela.

O Tribunal de Loures começou a julgar um psicólogo acusado pelo Ministério Público de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 crimes de pornografia de menores, alegadamente praticados no exercício da sua profissão, em Alenquer.
O julgamento começou à porta fechada no Tribunal de Loures, disse à agência Lusa fonte judicial.
O psicólogo está acusado de mais de 60 crimes de abuso sexual de menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável, agravados pela relação profissional que mantinha com a jovem, 16 crimes de pornografia de menores e um crime de fotografias ilícitas, segundo a acusação do Ministério Público.
O arguido, de 46 anos, “formulou e executou um plano com o objectivo de obter a confiança e o afecto da ofendida e, dessa forma, obter fotografias e vídeos de cariz íntimo e sexual, bem como praticar actos de natureza sexual com a mesma”.
A vítima começou a ser acompanhada pelo arguido no final de 2021, quando tinha 15 anos e frequentava o 10.º ano de escolaridade, devido a problemas de depressão e ansiedade, na sequência de abusos sexuais sofridos na infância, e a dificuldades de concentração nas aulas.
Aproveitando-se da proximidade à menor proporcionada pelas consultas no Instituto do Cérebro e na Escola Básica e Secundária Damião de Goes, o psicólogo educacional passou a abordá-la com conversas e perguntas de cariz sexual.
Depois de trocarem contactos telefónicos, passaram a trocar mensagens de texto e fotografias “de cariz íntimo e sexual”.
O homem começou a praticar actos de natureza sexual com a jovem, evoluindo depois para relações sexuais.
A relação íntima e sexual continuou mesmo depois de a vítima completar 18 anos e manteve-se até à data em que o psicólogo foi detido pela Polícia Judiciária, em Outubro de 2025.
Em Agosto passado, a vítima, então com 18 anos, recorreu à Polícia Judiciária, que já tinha investigado o seu anterior processo.
O Ministério Público pede também a condenação do arguido numa pena de proibição do exercício da profissão ou de outras actividades que impliquem o contacto regular com menores.
O psicólogo educacional aguarda julgamento em prisão preventiva desde que foi detido.

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