Sociedade | 16-10-2026 10:01

Falta de dinheiro obriga Beatriz a adiar tratamento e família volta a ser vítima de vandalismo

Falta de dinheiro obriga Beatriz a adiar tratamento e família volta a ser vítima de vandalismo

Beatriz Morgado, de 14 anos, sofre de escoliose grave e precisa de tratamentos que custam 5.908 euros, três vezes por ano. A família, residente em Vila Nova da Barquinha, não conseguiu reunir o dinheiro necessário e teve de adiar para Dezembro a terapia prevista para Outubro. A situação agravou-se com novos actos de vandalismo que danificaram, pela terceira vez, a cadeira elevatória que permite à jovem sair de casa.

A luta de Beatriz Morgado, de 14 anos, por melhores condições de vida sofreu mais um revés. A jovem, residente em Vila Nova da Barquinha, que sofre de escoliose grave e depende totalmente dos pais para as tarefas diárias, teve de adiar para Dezembro o tratamento intensivo de fisioterapia previsto para Outubro, por falta de dinheiro. O pai, Nuno Morgado, voltou a contactar O MIRANTE para dar conta das dificuldades que a família continua a enfrentar. Além dos problemas financeiros, a mãe de Beatriz, Zélia Galvão, aguarda uma intervenção cirúrgica e a família voltou a ser vítima de vandalismo. Pela terceira vez, segundo Nuno Morgado, foi danificada a cadeira elevatória instalada no prédio onde residem, num segundo andar sem elevador. O equipamento é essencial para permitir que Beatriz saia de casa.
A jovem não anda, não consegue alimentar-se sozinha e necessita de assistência permanente. A mãe deixou de trabalhar para cuidar da filha e o pai, que trabalha numa escola, é o único sustento do agregado familiar. O tratamento especializado, que não é comparticipado pelo Estado, custa actualmente 5.908 euros por ciclo e, segundo a família, tem de ser realizado três vezes por ano. A terapia procura aliviar as dores provocadas pela escoliose e evitar o agravamento das complicações na coluna e nos órgãos internos.
O MIRANTE já tinha contado, em Agosto, a história de Beatriz e as dificuldades dos pais para suportarem as despesas com os cuidados de saúde. Agora, com o tratamento novamente adiado e os problemas de mobilidade agravados pelos danos na cadeira elevatória, Nuno Morgado renova o apelo à solidariedade. A família procura apoios que permitam garantir a continuidade das terapias de que Beatriz necessita e melhorar a sua qualidade de vida.

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