Moradores queixam-se do desmazelo da Brisa no Sobralinho
Desmatação é feita em períodos que os residentes consideram demasiado longos e depois ninguém recolhe o restolho que fica a chamar pragas durante meses. Há quem já tenha ponderado pegar fogo ao mato.
Quem vive na rua Alto do Cavaleiro, no Sobralinho, não está contente com o seu vizinho, a Auto-Estrada do Norte (A1), explorada pela empresa Brisa, que segundo os moradores não tem assegurado da melhor maneira a manutenção e conservação do espaço confinante com a auto-estrada, que é uma das mais movimentadas do país. Os moradores criticam o desmazelo generalizado do local, mais visível nas redes de protecção do espaço que estão partidas e a ameaçar cair para a estrada de acesso às habitações.
“A rua é estreita e antigamente a Brisa limpava o espaço e colocaram uma rede nova. Agora as árvores estão a morrer, as canas a crescer e a rede a cair. Está tudo com um ar de desmazelo e abandono”, critica a O MIRANTE Ana Louro, moradora do local há meio século. A junta de freguesia diz que o espaço é da responsabilidade da Brisa e apenas limpa uma parte da rua, onde existem seis vivendas.
“Há umas semanas a Brisa cortou as ervas que já estavam quase a impedir a passagem na estrada, depois dos moradores se queixarem bastante, mas deixaram o restolho dos cortes a secar no local, o que chama pragas de ratos e baratas”, descreve Ana Louro. Um outro residente da rua mostrou ao nosso jornal a foto de uma ratazana de grandes dimensões que o seu cão apanhou no local. “Isto é um nojo e a Brisa é a culpada”, atirou.
Quem ali vive já pensou organizar uma queimada para limpar o espaço mas lamenta não poder intervir num espaço que não é da sua responsabilidade. “Ainda corremos o risco de sermos acusados pela Brisa de alguma coisa”, temem.
O nosso jornal questionou a Brisa sobre a situação, nomeadamente por que motivo esteve o espaço tanto tempo sem ser limpo e, sobretudo, por que razão não foi feita a limpeza na totalidade, nomeadamente removendo os restos de ervas que permaneceram no local a chamar pragas e a representar riscos acrescidos de incêndio. Também questionámos a empresa sobre quando é que a Brisa vai intervencionar o espaço. A empresa demorou duas semanas a responder que assegura a exploração e manutenção das infraestruturas concessionadas “em conformidade com as obrigações legais e contratuais aplicáveis”, incluindo a gestão da vegetação necessária à segurança e operação da infraestrutura.


