Sociedade | 18-10-2026 07:00

Bolsas de estudo dividem executivo da Barquinha

Bolsas de estudo dividem executivo da Barquinha

Chega defende que mérito e participação cívica devem pesar mais na atribuição de bolsas de estudo. Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha contrapõe que os apoios servem para ajudar estudantes com dificuldades económicas.

A atribuição de bolsas de estudo a estudantes economicamente carenciados motivou discussão na reunião do executivo de Vila Nova da Barquinha, realizada a 9 de Setembro. Em causa esteve a renovação do protocolo entre o município e a Fundação Rotária Portuguesa, aprovada por maioria, com duas abstenções dos vereadores do Chega. O protocolo prevê a atribuição de duas bolsas a estudantes do ensino superior, no valor de 750 euros anuais cada. Uma é financiada pela Fundação Rotária Portuguesa e outra pela Câmara de Vila Nova da Barquinha.
A vereadora Tatiana Horta (Chega) criticou os critérios de atribuição, defendendo que, além da situação económica das famílias, deveriam ser valorizados factores como o mérito e a participação activa dos jovens na sociedade, nomeadamente através do associativismo. A autarca recordou que já tinha proposto a criação de bolsas municipais que tivessem em consideração o mérito escolar e a participação cívica.
O presidente da câmara, Manuel Mourato (PS), contrapôs que o mérito também está presente no modelo, uma vez que as bolsas só são renovadas se existir aproveitamento escolar. Sublinhou, no entanto, que a finalidade principal destes apoios é permitir que estudantes com dificuldades financeiras possam prosseguir os estudos. Manuel Mourato acrescentou que o reconhecimento do mérito é feito através de prémios próprios para esse efeito, lembrando que a Fundação Rotária Portuguesa também atribui prémios escolares aos alunos que se distinguem pelos resultados alcançados. Antes da votação, o presidente colocou uma questão à vereadora do Chega, perguntando se considerava justo o município financiar uma bolsa de mérito a um aluno “filho de um empresário que ganhe milhões por mês”. Tatiana Horta respondeu que “não podemos discriminar por capacidade financeira”.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias