Sociedade | 20-10-2026 15:00

Atraso nos pagamentos da ARCAS aos Bombeiros de Samora Correia gera preocupação

bombeiros ambulancia ilustrativ
foto ilustrativa

Vereadores alertam para dificuldades financeiras da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora após a realização das festas e do Festival de Gastronomia da colectividade. A mudança de localização do certame e os encargos com a montagem da picaria são apontados como possíveis causas do agravamento das despesas.

A existência de pagamentos em atraso, no valor de cerca de quatro mil euros, aos Bombeiros Voluntários de Samora Correia, por serviços prestados em vários eventos, levantou preocupações sobre a situação financeira da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora (ARCAS). O assunto foi discutido em reunião da Câmara Municipal de Benavente, tendo o executivo assegurado que, segundo informações transmitidas pela associação, já existem contactos para regularizar a dívida.
O alerta partiu do vereador Paulo Cardoso (Chega), que manifestou preocupação com as dificuldades financeiras da ARCAS e com os valores alegadamente em dívida a vários credores, destacando a situação dos bombeiros. Segundo o eleito, os pagamentos em atraso dizem respeito a serviços de prevenção realizados durante o Carnaval, as festas de Nossa Senhora de Guadalupe e de Nossa Senhora da Oliveira, bem como na corrida de touros de 17 de Agosto.
O vereador Paulo Cardoso sublinhou que os bombeiros asseguraram esses serviços fora do seu horário habitual de trabalho e defendeu que os profissionais devem receber as quantias correspondentes. O vice-presidente da câmara, Paulo Abreu (PSD), explicou que procurou obter esclarecimentos junto da direcção da ARCAS depois de ter tomado conhecimento da situação. Segundo a informação que lhe foi transmitida, já existiriam contactos entre a associação e os bombeiros para acertar o pagamento dos valores em falta.
Também o vereador Hélio Justino (CDU) se pronunciou sobre o assunto, admitindo que a ARCAS possa estar a atravessar dificuldades financeiras após a organização dos eventos. O vereador ressalvou, contudo, que não dispunha de informação oficial sobre as contas da associação. Hélio Justino apontou duas decisões que, na sua perspectiva, poderão ter contribuído para o aumento dos encargos. Uma delas foi a mudança de localização do Festival de Gastronomia para a Zona Ribeirinha de Samora Correia, que terá implicado a instalação de uma tenda com um custo estimado entre 12 e 13 mil euros.
A segunda diz respeito à montagem do recinto da picaria, durante as festas, uma despesa que, segundo o vereador, era anteriormente assumida pela Câmara de Benavente e que, desta vez, ficou a cargo da ARCAS, apesar do apoio concedido pela autarquia. Apesar das preocupações manifestadas, o vereador deixou uma palavra de solidariedade à direcção da ARCAS, elogiando o trabalho desenvolvido pela equipa responsável pela organização das iniciativas.
O MIRANTE contactou a direcção da associação ARCAS, mas não obteve quaisquer esclarecimentos sobre o tema.

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