Governante diz que a profissão docente está mais atractiva e desperta burburinho na plateia
A recepção ao professor em Santarém juntou meio milhar de docentes, que ouviram o presidente da câmara voltar a destacar o investimento na Educação. A secretária de Estado da Administração Escolar gerou algum burburinho no Convento de São Francisco quando, após reconhecer que há falta de professores e que é necessária uma renovação geracional da classe, considerou que a profissão docente está atractiva.
A habitual cerimónia de recepção ao professor organizada pela Câmara de Santarém reuniu perto de meio milhar de docentes no Convento de São Francisco na tarde de 7 de Outubro. O presidente do município, João Leite, fez as honras da casa e voltou a realçar o esforço que tem sido realizado para requalificar o parque escolar e dar melhores condições à comunidade educativa. Mas foi a secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, quem gerou algum burburinho na plateia. Após reconhecer a escassez de professores no país e destacar o foco do Governo na renovação geracional e captação de mais docentes, considerou que a profissão está mais atractiva, o que gerou algum burburinho na sala.
A governante, natural de Tomar, onde já foi vereadora na câmara municipal, destacou que este ano lectivo entraram de novo no sistema educativo 2.142 docentes e quase 500 regressaram à profissão. “E isto diz-nos que a profissão está atractiva e há esperança nas medidas que este Governo está a implementar”, concluiu Maria Luísa Oliveira, que não ignorou o bem audível murmúrio que vinha da plateia, ocupada por centenas de professores. “Está atractiva, não se estejam a lamentar. Hoje é dia de festa. É claro que nem tudo é bom, mas há muita coisa boa nesta profissão e o sentido de missão dos professores é algo que está acima de tudo. Há realmente um esforço para promover melhores condições, para que mais jovens venham para esta profissão”, reforçou.
Antes, o presidente da Câmara de Santarém destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na área da Educação, onde o município tem responsabilidades ao nível do parque escolar e do pessoal auxiliar. “Temos mais de oito mil crianças nas nossas escolas, são mais de 500 salas de aula e ninguém pode pedir, ou sequer imaginar, que possamos requalificar as 500 salas em simultâneo. Temos noção das necessidades das nossas escolas e a nossa Carta Educativa define mesmo as prioridades de intervenção. Muitas delas já foram feitas, algumas estão em curso e muitas outras vamos desenvolver nos próximos anos”, afirmou o autarca.
Dirigindo-se à secretária de Estado, João Leite disse contar com o apoio do Governo para obras fundamentais, como as requalificações da Escola Secundária Ginestal Machado e da EB 2/3 de Alcanede, pedindo uma “resposta urgente” às candidaturas a financiamento entretanto submetidas. No horizonte estão também intervenções nas escolas D. João II, Alexandre Herculano e Mem Ramires, tendo a autarquia avançado com os procedimentos para elaboração dos respectivos projectos. “Os professores são o pilar da sociedade”, concluiu o edil.


