Moradores da Quinta da Silvã contestam saída de farmácia
Abaixo-assinado com 256 assinaturas contesta a possível transferência da farmácia da Quinta da Silvã para o Torreshopping. Moradores falam num sentimento de abandono e criticam a falta de diálogo da Câmara de Torres Novas. Presidente do município esclarece que a decisão final cabe ao Infarmed.
A possível deslocalização da farmácia da Quinta da Silvã para o Torreshopping está a provocar contestação entre os moradores que subscreveram um abaixo-assinado a contestar a saída daquele serviço. No total o documento reuniu 256 assinaturas, deu a saber na reunião pública de 19 de Outubro do executivo municipal de Torres Novas, o morador e subscritor, Ramiro Silva, que foi exigir que seja revisto o parecer favorável à transferência emitido por aquela autarquia.
Residente naquela zona, o munícipe acusou a autarquia de ter ignorado os utentes e lamentou a ausência de resposta à petição. “Não se pode governar contra as pessoas, tem de se ouvir as pessoas”, afirmou, criticando uma decisão tomada sem consultar a população. Ramiro Silva sublinhou que a farmácia não é apenas um negócio, mas desempenha uma importante função social, sobretudo junto dos idosos e das pessoas com dificuldades económicas. Explicou que alguns utentes beneficiam de facilidades no pagamento dos medicamentos, liquidando parte da despesa quando recebem a reforma, graças à relação de confiança com os profissionais.
O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques, reconheceu a função social das farmácias, mas esclareceu que o município apenas emitiu um parecer técnico sobre o cumprimento dos requisitos legais, nomeadamente as distâncias entre estabelecimentos e unidades de saúde. “Isto ainda não está decidido, ainda está no Infarmed para ser decidido”, esclareceu, sublinhando que a decisão final não pertence à câmara municipal, mas àquele instituto público. O autarca lembrou que existe outra farmácia a cerca de 500 a 600 metros da Quinta da Silvã e que a zona do Torreshopping, incluindo Nicho e Meia Via, tem população sem uma farmácia próxima.
*Notícia desenvolvida numa próxima edição de O MIRANTE.


