Sociedade | 21-10-2026 12:00

Entroncamento vai ter central solar de 10 milhões para alimentar comboios

Entroncamento vai ter central solar de 10 milhões para alimentar comboios

Infraestruturas de Portugal prepara um investimento de 10 milhões de euros numa central solar fotovoltaica no Entroncamento, destinada a produzir energia para a circulação ferroviária. A nova unidade poderá assegurar cerca de 30% do consumo da subestação local e será a primeira de uma rede de centrais solares prevista para o país.

A Infraestruturas de Portugal (IP) está a preparar a construção de uma central solar fotovoltaica no Complexo Logístico do Entroncamento, num investimento previsto de 10 milhões de euros. O projecto, actualmente em fase de contratação, pretende produzir electricidade para alimentar comboios de passageiros e mercadorias, reduzindo os custos energéticos e a dependência do mercado. A central terá uma potência instalada de cinco megawatts-pico, baterias para armazenamento de energia e uma produção anual estimada de oito gigawatts-hora, suficiente para assegurar cerca de 30% do consumo da subestação ferroviária do Entroncamento. O investimento inclui a adaptação da subestação e a instalação dos equipamentos necessários à produção e utilização da energia.
O projecto será o primeiro de uma estratégia nacional da IP que prevê instalar 50 megawatts-pico de potência solar nos próximos quatro anos. A empresa estima que, quando estiver concluído, o programa poderá garantir cerca de 25% das actuais necessidades energéticas da rede ferroviária nacional e evitar a emissão anual de 16.800 toneladas de dióxido de carbono equivalente. A aposta passa pelo aproveitamento de terrenos ferroviários sem utilização, preferencialmente próximos de subestações eléctricas. A central do Entroncamento servirá também para testar soluções que poderão ser replicadas noutras instalações do país.
O investimento foi autorizado por portaria publicada em Março, com encargos previstos entre 2027 e 2033. O concurso público para a primeira fase da empreitada foi anunciado em Agosto. A iniciativa enquadra-se na meta nacional de utilização de 100% de energia renovável no sector ferroviário até 2030.

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