Sociedade | 23-10-2026 18:00

Risco de novas cheias preocupa Vila Nova da Rainha com rios por limpar

rio limpeza obstruido ilustrativ
foto ilustrativa

Presidente da Junta de Vila Nova da Rainha alerta para o risco de novas cheias com a aproximação da época das chuvas e lamenta que ainda nada tenha sido feito. Presidente da Câmara de Azambuja revela que há 270 mil euros disponíveis, no âmbito de um protocolo com o Ministério do Ambiente, que poderão ser canalizados para a limpeza dos cursos de água.

A preocupação com a falta de limpeza dos rios Ota e Alenquer, em Vila Nova da Rainha, vai aumentando à medida que se aproxima uma nova época de chuvas. O assunto voltou a ser discutido na última Assembleia Municipal de Azambuja, com o presidente da junta de freguesia, Bruno Borda d’Água, a alertar para a ausência de intervenções nos leitos dos rios, que considera ter sido uma das principais causas das cheias registadas no início deste ano. Em resposta, o presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, garantiu que vai avançar com o procedimento para a limpeza do rio Alenquer, embora ainda não tenha apresentado um calendário para a execução dos trabalhos.
Bruno Borda d’Água recordou as consequências das últimas inundações para a população de Vila Nova da Rainha e manifestou receio de que a situação se repita, alertando que continuam por concretizar medidas que permitam reduzir os riscos. “A época das chuvas está a chegar e nada foi feito até à data para salvaguardar a população de Vila Nova da Rainha de vir a sofrer uma nova catástrofe ou outra mais grave”, alertou.
O presidente da junta lembrou ainda que, no início de Setembro, reuniu com Silvino Lúcio para abordar o problema, tendo o presidente da câmara efectuado, nessa ocasião, um contacto telefónico com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com o objectivo de solicitar a canalização de financiamento para a limpeza dos dois rios.
Bruno Borda d’Água quis saber se a verba já disponibilizada seria efectivamente aplicada nessa intervenção, manifestando preocupação com a possibilidade de o município ter de devolver o financiamento caso não seja utilizado. Questionou também o executivo sobre as datas previstas para o início e a conclusão dos trabalhos.

Passar das palavras aos actos
Em resposta, Silvino Lúcio explicou que o município dispõe de uma verba de 270 mil euros, resultante de um protocolo com o Ministério do Ambiente, que poderá ser utilizada na limpeza dos cursos de água. Segundo o presidente da câmara, a possibilidade de afectar esse montante à intervenção foi abordada com o presidente da APA e com a ministra do Ambiente, tendo ambos manifestado concordância com essa solução, atendendo aos problemas e prejuízos causados pelas cheias à população. “Estamos à espera que as coisas passem das conversas aos actos”, afirmou, acrescentando que vai avançar com o procedimento para a limpeza do rio Alenquer.
Silvino Lúcio ressalvou ainda que a limpeza dos rios não é, de forma geral, uma obrigação da câmara municipal, cabendo essa responsabilidade aos proprietários dos terrenos confinantes, enquanto ao município compete intervir nas zonas urbanas. Ainda assim, explicou que, tendo em conta as circunstâncias excepcionais e as consequências das inundações, foi considerada a possibilidade de utilizar o financiamento disponível para realizar a intervenção.

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