Sessão pública exigiu Colete Encarnado mais tradicional e com música no centro da cidade
Sessão pública promovida pela coligação Nova Geração em Vila Franca de Xira reuniu cerca de 150 pessoas e recolheu propostas para o futuro da festa maior da região, incluindo o reforço das tradições ribatejanas e a criação de uma Comissão Consultiva. Autarcas vão apresentar proposta de regulamento para a festa em reunião de câmara.
O fim dos concertos no Cevadeiro e o regresso de vários palcos ao centro de Vila Franca de Xira foram algumas das principais conclusões de uma sessão pública sobre o futuro da festa do Colete Encarnado, promovida pela coligação Nova Geração a 20 de Outubro, no Clube Vilafranquense.
A iniciativa reuniu 150 pessoas e prolongou-se por quase três horas, com a participação de tertulianos, representantes de associações e jovens. Ao longo da sessão foram debatidos vários aspectos da organização da festa, desde o desfile de campinos às celebrações religiosas, passando pelas esperas e largadas de toiros, concertos, animação de rua, licenciamento de comerciantes e tertúlias e programação para crianças e jovens.
Entre as propostas que reuniram maior consenso esteve a defesa da identidade tradicional do Colete Encarnado, com os participantes a apontarem o fado, o folclore e a música popular portuguesa como referências para a programação musical. Foi também defendida a necessidade de evitar a sobreposição dos momentos taurinos com outras iniciativas.
O fim do polémico palco do Cevadeiro foi uma das propostas que reuniu concordância entre os participantes. Na perspectiva expressa durante a sessão pelos participantes, aquele espaço descaracteriza a essência da festa e afasta público do centro da cidade.
Em alternativa foi defendido o regresso de vários palcos de menor dimensão, distribuídos por diferentes pontos de Vila Franca de Xira, nomeadamente o Largo da Câmara, o Largo do Tribunal, o Mercado Municipal e a antiga Escola do Adro.
A valorização das tradições ribatejanas esteve igualmente em destaque, com propostas para que o Desfile de Campinos respeite os trajes e os costumes tradicionais. Foi ainda sugerida a passagem dos toiros pela ponte, pelo menos em datas marcantes, como as comemorações do centenário da Festa, em 2032.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


