Falta de civismo na recolha de biorresíduos e 110 autos de contra-ordenação em Azambuja
Utilização incorrecta dos contentores está a dificultar a implementação do projecto de recolha porta-a-porta de biorresíduos. Vereadora quer reforçar sensibilização e revela que já foram levantados 110 autos de contra-ordenação por deposição ilegal de resíduos.
A falta de civismo e a deposição de resíduos indiferenciados nos contentores destinados aos biorresíduos estão a dificultar a implementação do sistema de recolha selectiva na freguesia de Azambuja. O problema foi reconhecido pela vereadora com o pelouro do Ambiente, Ana Coelho, na última Assembleia Municipal de Azambuja, onde revelou que já foram levantados 110 autos de contra-ordenação por deposição ilegal de lixo, actualmente em tratamento pelos serviços de fiscalização municipal e pelo gabinete jurídico da autarquia.
A situação contrasta com os resultados positivos do projecto-piloto desenvolvido em Vila Nova da Rainha, onde, segundo a vereadora, a recolha porta-a-porta de biorresíduos decorreu com sucesso. A expansão do sistema à freguesia de Azambuja está, porém, a revelar maiores dificuldades, apesar das acções de sensibilização já realizadas junto da população. “As pessoas estão a utilizar os caixotes castanhos dos biorresíduos para depositar lixo normal”, lamentou Ana Coelho, reconhecendo que os comportamentos dos utilizadores estão a comprometer os objectivos da iniciativa.
“Vamos continuar a aposta na formação das pessoas para que esta questão dos biorresíduos tenha o efeito que se pretende”, explicou, na sequência de uma intervenção do presidente da Junta de Azambuja, André Salema, que pediu um ponto de situação sobre a implementação do projecto e questionou a eficácia da fiscalização.


