Sociedade | 26-10-2026 21:00

Combate à violência faz-se com trabalho em rede e coordenação entre entidades

Combate à violência faz-se com trabalho em rede e coordenação entre entidades
FOTO – CM Santarém

VIII Jornadas da Lezíria do Tejo contra a Violência decorreram no auditório da Escola Superior Agrária de Santarém e destacaram o papel das instituições e da comunidade na identificação e resposta aos vários tipos de violência.

As VIII Jornadas da Lezíria do Tejo contra a Violência tiveram lugar no auditório da Escola Superior Agrária de Santarém na sexta-feira, 23 de Outubro, onde foi destacado o papel das instituições, da comunidade e do trabalho em rede para combater os vários tipos de violência e crimes associados.

O programa integrou dois painéis dedicados à prevenção do crime e da violência e à intervenção com vítimas, abordando temas como a segurança no desporto, os esquemas digitais e a engenharia social, a prevenção da violência na família e a protecção das vítimas de crimes digitais. A mesa-redonda “Apoio à Vítima e Trabalho em Rede”, promovida pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), reuniu profissionais, estudantes e representantes de diferentes instituições para refletir sobre a prevenção da violência e a intervenção junto das vítimas.

A Câmara de Santarém esteve representado pela vereadora Teresa Ferreira, que participou na sessão de abertura. A autarca destacou a importância de uma intervenção articulada entre instituições e o papel do município na identificação e encaminhamento de situações de vulnerabilidade. “Quem pede ajuda já fez a parte mais difícil. Não deve ter de perceber sozinha como funciona o sistema, nem contar a mesma história cinco vezes a cinco entidades diferentes. Fazer com que isso não aconteça é trabalho nosso, das instituições que estão nesta sala”, afirmou Teresa Ferreira, apelando ao trabalho em rede e à coordenação entre entidades.

A autarca chamou a atenção para a realidade das vítimas que optam pelo silêncio e para a importância de garantir que conhecem os recursos de apoio disponíveis. Realçou também o papel dos serviços municipais na identificação de situações de vulnerabilidade, através do acompanhamento social, das visitas domiciliárias e da proximidade com a população.

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