Contratação de seis médicos não garante reabertura de urgências de obstetrícia em VFX
Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo foi à Maternidade Alfredo da Costa e ao Hospital de Évora contratar seis obstetras para ajudar a reconstruir o degradado serviço de ginecologia e obstetrícia, mas ainda não há garantias que a urgência venha a reabrir.
São cinco os obstetras da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, que, no dia 1 de Novembro, vão iniciar funções no serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital Vila Franca de Xira, gerido pela Unidade Local de Saúde (ULS) Estuário do Tejo. A esses soma-se um outro médico vindo do Hospital de Évora. Os seis médicos vão ajudar a reconstruir o serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital que só tem uma médica em funções, que é também a directora do serviço e cuja resposta às grávidas se vinha degradando nos últimos anos, com valências comprometidas por falta de médicos, culminando no muito polémico encerramento das urgências em Abril deste ano, que tem levado a um aumento dos partos em ambulâncias de grávidas que não conseguem chegar a tempo ao Hospital de Loures.
Segundo já veio dizer a ULS Estuário do Tejo, a reconstrução do serviço é considerada essencial, perante a interrupção das cirurgias ginecológicas naquele hospital. No segundo semestre do ano passado, diz a ULS, a actividade do serviço era “praticamente residual”, sendo disso exemplo a interrupção das cirurgias ginecológicas a partir de Agosto.
Para a ULS, a reconstrução do serviço era essencial para acabar com a contratação de médicos prestadores de serviço em regime de trabalho parcial. O hospital quer voltar a reabrir a urgência, que fechou em Abril, mas não se compromete com essa ambição por agora, lembrando que a reformulação das urgências obstétricas prevê a realização de um balanço ao fim de 12 meses, prazo que só se atinge em Abril de 2027. Segundo também noticiou o Observador, um dos médicos que vai para o hospital Vila Franca de Xira será o obstetra Bruno Carrilho, especialista nas áreas da ecografia e do diagnóstico pré-natal. Outra saída importante da MAC terá sido o da ginecologista Patrícia Amaral, que se dedica sobretudo à área da cirurgia ginecológica.
Em Agosto, recorde-se, os presidentes das câmaras municipais da área de influência do Hospital Vila Franca de Xira e da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal foram recebidos pelo Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, Adalberto Campos Fernandes, onde apresentaram as razões da contestação ao encerramento das urgências obstétricas nos Hospitais Vila Franca de Xira e Barreiro, que servem um milhão e 300 mil pessoas. Os autarcas voltaram a insistir na necessidade de terem acesso ao estudo que o Governo diz existir - e que estes não conhecem - e que terá estado na base da decisão de encerramento das urgências tomada pela ministra da Saúde.


