EN115 entre Arruda dos Vinhos e Loures vai estar em obras durante o Inverno
Estrada abateu com as intempéries de Fevereiro e só ficará pronta, na melhor das hipóteses, na próxima Primavera. Trabalhos são complexos e envolvem um investimento de oito milhões de euros.
Já foi assinado o auto de consignação da empreitada de reparação da Estrada Nacional 115, que liga Bucelas, no concelho de Loures, a Arranhó, no concelho de Arruda dos Vinhos. Uma via estruturante de acesso a Lisboa para quem vive no concelho de Arruda dos Vinhos e que abateu com as tempestades do último Inverno. Os trabalhos, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, vão decorrer entre os kms 64 e o 69 e envolvem um custo de oito milhões de euros, com um prazo de execução de oito meses, estimando o município de Arruda dos Vinhos que a obra fique concluída até à próxima Primavera.
“São boas notícias para Arranhó, Santiago e Alcobelas. A câmara sempre teve uma atitude proactiva sobre isto e fomos fazendo trabalho para conseguir ter esta estrada arranjada. Mas só foi possível avançar já a obra por termos ficado integrados na declaração de calamidade. Senão teríamos de esperar pelo concurso público e o visto do Tribunal de Contas e nem para o ano teríamos a obra feita”, afirmou Paulo Pinto, vice-presidente do município.
Os trabalhos vão ser complexos devido aos declives em que a estrada se encontra. Para facilitar o avanço dos trabalhos o executivo aprovou em reunião de câmara a cedência temporária de utilização de um edifício municipal em Arranhó, onde em tempos funcionou um jardim de infância, para instalar o estaleiro temporário da empresa que vai fazer a obra, a Conduril Engenharia.
Segundo Paulo Pinto, o antigo edifício estava desocupado há vários anos e chegou a ser preparado para acolher eventuais refugiados da guerra da Ucrânia. “Entretanto nas últimas intempéries as telhas deslocaram-se e com a entrada de água os pladures e tectos falsos deterioraram-se”, explica o autarca. Com esta proposta o município cede o espaço a custo zero à empresa e à Infraestruturas de Portugal e, em troca, a empresa compromete-se a melhorar o telhado, reparar as divisórias de pladur e pintar o edifício e as portas interiores. “Só vão pagar a luz e a água”, explicou.


