Sociedade | 26-10-2026 07:00

Gosto pela leitura tem de começar nas escolas e na Póvoa de Santa Iria dá-se o exemplo

Gosto pela leitura tem de começar nas escolas e na Póvoa de Santa Iria dá-se o exemplo

A propósito do Dia da Biblioteca Escolar, assinalado a 26 de Outubro, O MIRANTE foi visitar o Agrupamento de Escolas Dom Martinho Vaz de Castelo Branco, na Póvoa de Santa Iria, onde sete bibliotecas escolares procuram manter vivo o gosto pela leitura, num tempo em que os estímulos digitais disputam a atenção dos mais novos.

“O livro não tem bateria”, é uma das formas encontradas para mostrar aos jovens as vantagens dos livros físicos, que apesar da concorrência dos ecrãs e do digital, continuam a resistir à passagem do tempo.

Hoje assinala-se o Dia da Biblioteca Escolar e O MIRANTE foi conhecer o trabalho desenvolvido no agrupamento de escolas Dom Martinho Vaz de Castelo Branco, na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira.

Num quotidiano marcado pela rapidez da informação, pelas redes sociais e pela multiplicação dos estímulos digitais, levar crianças e jovens a parar para ler é um desafio crescente mas, garantem os professores, não é uma batalha perdida. Nas bibliotecas deste agrupamento os alunos continuam a procurar histórias, a descobrir personagens e a recomendar livros aos colegas. Os gostos mudam com a idade, os formatos diversificam-se e as estratégias de promoção da leitura adaptam-se, mas o objectivo permanece: fazer com que o contacto com os livros não se perca pelo caminho.

No Agrupamento de Escolas Dom Martinho Vaz de Castelo Branco existem sete bibliotecas escolares, todas integradas na Rede de Bibliotecas Escolares. A rede abrange a escola-sede, que acolhe os alunos do terceiro ciclo e do secundário, a Escola Aristides de Sousa Mendes, do segundo ciclo, e cada uma das cinco escolas do primeiro ciclo.

No jardim de infância, onde não existe um espaço convencional de biblioteca, funciona o Bibliomanias, uma iniciativa que permite aos mais pequenos contactar com os livros e requisitá-los para levar para casa.

Joana Moreira, professora de Português e uma das responsáveis pelo trabalho desenvolvido nas bibliotecas do agrupamento, defende que a importância destes espaços se compreende através de uma ideia simples: a biblioteca deve ser um lugar aberto a todos. Se algumas crianças crescem rodeadas de livros e beneficiam desse contacto em casa, outras têm menos oportunidades de explorar o universo literário. A escola pode ajudar a diminuir essa diferença, proporcionando a todos o acesso aos livros, ao conhecimento e à cultura. “É uma casa da democracia”, resume Joana Moreira.

É também por isso que as responsáveis pelas bibliotecas, entre as quais se encontram Carina Pereira e Sílvia Pestana, ambas com formação no primeiro ciclo, defendem que a relação com a leitura deve começar o mais cedo possível. Ouvir histórias, folhear livros, explorar imagens e descobrir personagens são experiências que ajudam a construir uma ligação positiva à leitura desde a infância.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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