Sociedade | 28-10-2026 07:00

Abrantes espera atrair novos investimentos com leilões de capacidade eléctrica no Pego

Abrantes espera atrair novos investimentos com leilões de capacidade eléctrica no Pego

Presidente da Câmara de Abrantes considera que os novos leilões de capacidade de ligação à rede eléctrica representam uma oportunidade para dinamizar a economia local. Manuel Jorge Valamatos defende que as empresas do sector energético devem deixar parte da riqueza nos territórios onde operam.

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, manifestou expectativas de atrair novos investimentos para o concelho com os leilões de capacidade eléctrica anunciados pelo Governo, que incluem o ponto de ligação à rede do Pego. O autarca considera que a iniciativa representa uma oportunidade para dinamizar a economia local e regional, depois do encerramento da central termoeléctrica a carvão, em 2021. “É resultado de muito tempo de expectativa, muito tempo de espera”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, após a reunião do executivo municipal de 27 de Outubro, defendendo que os futuros investimentos devem trazer benefícios concretos à população.
O Governo anunciou dois leilões nacionais de capacidade de ligação à rede eléctrica, num total de 1.050 megavolt-ampere (MVA), destinados à produção de energia renovável com armazenamento associado e ao armazenamento autónomo de electricidade. Abrantes integra os dois concursos. No primeiro, está incluído num lote com capacidade máxima de 300 MVA, cuja atribuição dependerá da concorrência com outras localizações. No segundo, integra um lote juntamente com Falagueira e Estremoz, com uma capacidade conjunta de 100 MVA.
Manuel Jorge Valamatos defendeu que os municípios que acolhem infra-estruturas energéticas devem receber compensações financeiras pela riqueza produzida nos seus territórios. Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, os municípios terão direito a 70% das receitas do leilão de capacidade sobrante e a 30% das receitas do concurso de armazenamento autónomo, além de compensações anuais dos promotores. O autarca garantiu ainda que parte da capacidade eléctrica do Pego ficará reservada à Zona Livre Tecnológica, destinada a projectos de inovação ligados à transição energética, embora não tenha esclarecido qual a potência prevista. Os novos concursos surgem num território em reconversão energética, onde a Endesa já tinha anunciado um investimento de 600 milhões de euros em energias renováveis, após vencer, em 2022, um concurso de capacidade de ligação à rede.

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