Sociedade | 28-10-2026 10:00

Almeirim investe 600 mil euros para reduzir risco de cheias e inundações

Almeirim investe 600 mil euros para reduzir risco de cheias e inundações

Câmara de Almeirim está a intervir em linhas de água, caminhos rurais e passagens hidráulicas para evitar os problemas registados no último Inverno. Autarquia admite que as obras não vão acabar com as inundações, mas espera minimizar os estragos provocados pela chuva intensa.

A Câmara de Almeirim está a investir cerca de 600 mil euros em intervenções destinadas a melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir o risco de cheias e inundações no concelho. Os trabalhos foram reforçados depois dos problemas registados no último inverno, que deixaram à vista linhas de água obstruídas, passagens hidráulicas degradadas e deficiências na drenagem. Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Torres, uma das principais intervenções envolve uma empreitada de 300 mil euros para recuperar cerca de 40 quilómetros de caminhos rurais, abrir valetas e substituir aproximadamente 30 passagens hidráulicas. Estão também a ser intervencionadas três ou quatro estruturas em meio urbano, algumas das quais já não têm capacidade para receber os volumes de água registados em períodos de chuva intensa.
O autarca explicou à Lusa que o objectivo é impedir que a água circule pelos caminhos agrícolas e estradas, provocando estragos que obrigam o município a repetir anualmente trabalhos de reparação. O concelho apresenta dificuldades acrescidas por se tratar de um território plano, com zonas baixas e poucas saídas naturais para escoamento. Embora a limpeza das linhas de água seja responsabilidade dos proprietários dos terrenos confinantes, a câmara está a privilegiar uma abordagem pedagógica, disponibilizando meios municipais para ajudar a resolver os problemas identificados.
Paralelamente, está a ser feito um levantamento da rede de drenagem pluvial, sobretudo na cidade de Almeirim e em Fazendas de Almeirim, para preparar intervenções estruturais a médio e longo prazo. A rede existente foi dimensionada há várias décadas e já não responde às necessidades actuais. Filipe Torres reconhece, contudo, que o próximo inverno continuará a trazer riscos. “Fica mais preparado, mas definitivamente o trabalho não fica concluído”, afirmou, deixando um aviso: “As inundações urbanas não vão acabar. Temos de lidar com elas”.

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