Sociedade | 29-10-2026 16:20

CESP protesta no Pingo Doce de Vila Franca de Xira contra baixos salários

CESP protesta no Pingo Doce de Vila Franca de Xira contra baixos salários

Acção de protesto a 27 de Outubro realizou-se no âmbito de uma jornada nacional de protestos contra os baixos salários, os horários desregulados e a precariedade naquela cadeia de supermercados. Sindicato exige salário mínimo de 1.100 euros na empresa em Janeiro de 2027.

O CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal realizou, a 27 de Outubro, uma acção de denúncia no Pingo Doce de Vila Franca de Xira, integrada numa jornada de protestos por todo o país contra a desvalorização dos trabalhadores do grupo Jerónimo Martins, proprietário da cadeia de supermercados Pingo Doce. Sob o lema “Pingo Doce lucra enquanto mantém trabalhadores na miséria”, o sindicato denunciou o contraste entre os elevados lucros do grupo e os baixos salários dos trabalhadores, a intensificação dos ritmos de trabalho e a degradação das condições laborais de quem assegura diariamente o funcionamento das lojas e dos armazéns.
Segundo os dados divulgados pelo CESP, a Jerónimo Martins registou lucros de 646 milhões de euros este ano. O sindicato recorda que, em 2025, o presidente executivo do grupo voltou a ser o gestor mais bem pago do país, recebendo o equivalente aos salários de 226 trabalhadores do Pingo Doce. Para o CESP, estes números demonstram a necessidade de distribuir de forma mais justa a riqueza produzida pelos trabalhadores. “Está na hora de valorizar os trabalhadores”, defende o sindicato, exigindo que o crescimento dos resultados da empresa se traduza numa melhoria efectiva dos salários e das condições de trabalho.
Entre os problemas denunciados pelo sindicato estão os horários de trabalho que considera desumanos e desregulados, frequentemente alterados de um dia para o outro e, muitas vezes, sem aviso prévio. O CESP alerta ainda para a existência de várias escalas numa mesma semana e para o desrespeito pelo Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) em vigor.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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