Sociedade | 29-10-2026 23:09

Zêzerovo rejeita acusações de maus-tratos a galinhas e põe em causa imagens divulgadas

Zêzerovo rejeita acusações de maus-tratos a galinhas e põe em causa imagens divulgadas

Empresa rejeita as denúncias de aves mortas entre galinhas vivas em Ferreira do Zêzere e põe em causa a origem e o contexto das imagens divulgadas pela associação Frente Animal. Em resposta a O MIRANTE, a empresa garante que cumpre as normas de bem-estar animal.

A Zêzerovo contesta as denúncias de alegadas irregularidades relacionadas com o bem-estar animal numa exploração avícola de Ferreira do Zêzere e coloca em causa a origem e o contexto das imagens divulgadas pela associação Frente Animal. Em resposta a um pedido de esclarecimentos de O MIRANTE, a empresa garante que as situações denunciadas não correspondem às práticas adoptadas nas suas instalações e afirma estar sujeita a auditorias e fiscalizações regulares.

A reacção surge depois de a associação Frente Animal ter divulgado imagens que atribui a uma exploração da Zêzerovo, nas quais são visíveis galinhas em espaços muito limitados, aparentemente sem condições para se manterem de pé numa posição natural. As imagens a que O MIRANTE teve acesso mostram também aves aparentemente doentes e outras mortas, algumas entre os ovos, levantando dúvidas sobre as condições de higiene e bem-estar animal.

A Zêzerovo afirma ter tomado conhecimento das acusações através da comunicação social e sustenta que estas “não reflectem a realidade nem as práticas que pautam a actividade da empresa”. Numa nota enviada a O MIRANTE, a empresa manifesta reservas quanto à autenticidade contextual e à representatividade das imagens apresentadas, afirmando que não dispõe de elementos que permitam confirmar onde e quando foram captadas.

“Com base nos elementos disponíveis, não nos é possível estabelecer uma correspondência concreta e verificável entre as imagens apresentadas, as datas em que alegadamente terão sido captadas e a sua localização”, refere a Zêzerovo.

A empresa considera ainda que a divulgação de imagens isoladas, sem contextualização e verificação dos factos, pode provocar alarmismo e prejudicar a imagem de quem trabalha no sector. “As situações retratadas nessas imagens não correspondem às condições que observamos nas nossas instalações, nem reflectem os procedimentos e os padrões de higiene, acompanhamento e bem-estar animal implementados pela Zêzerovo”, sublinha.

Empresa invoca certificações e auditorias regulares

Na resposta enviada ao nosso jornal, a Zêzerovo defende que o bem-estar das galinhas é uma prioridade, independentemente do sistema de produção utilizado, seja em gaiolas, no solo ou ao ar livre. A empresa sustenta que assegurar condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde e higiene é fundamental para garantir a qualidade dos ovos que comercializa.

A Zêzerovo destaca ainda que possui certificações IFS, ISO 9001 e de bem-estar animal, estando sujeita a auditorias regulares, algumas sem aviso prévio. Acrescenta que as suas instalações são fiscalizadas periodicamente pelas entidades oficiais competentes, que avaliam o cumprimento das exigências aplicáveis à actividade.

A empresa refere também que tem investido na modernização dos sistemas de produção, com uma aposta crescente em ovos provenientes de galinhas criadas no solo e ao ar livre. Segundo a Zêzerovo, estes sistemas já representam a maior parte da sua actividade.

A denúncia relativa à Zêzerovo integra um conjunto de três situações divulgadas pela associação Frente Animal em explorações pecuárias da região Centro. Uma das mais graves, segundo as imagens a que O MIRANTE teve acesso, diz respeito a uma exploração de coelhos situada no Zambujal, freguesia de Atouguia, concelho de Ourém.

Segundo a Frente Animal, as imagens chegaram à associação através de uma denúncia anónima e motivaram a apresentação de uma queixa à Guarda Nacional Republicana (GNR), registada pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA). A situação foi igualmente comunicada à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), a 23 de Outubro, com um pedido de fiscalização urgente.

*Notícia desenvolvida na próxima edição de O MIRANTE.

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