Sociedade | 31-10-2026 07:00

Mercado Municipal de Coruche continua a motivar queixas e críticas

Mercado Municipal de Coruche continua a motivar queixas e críticas
Autarquia prepara novos investimentos para responder a queixas de comerciantes sobre as condições de funcionamento do espaço - foto O MIRANTE

As condições de funcionamento do Mercado Municipal de Coruche voltaram a ser questionadas pela oposição, que aponta problemas nas portas automáticas, bancas desocupadas, rendas por receber e falta de resposta aos comerciantes. A autarquia anunciou também a substituição de uma câmara frigorífica.

O Mercado Municipal de Coruche continua a motivar queixas dos comerciantes e críticas da oposição, apesar de os problemas já terem sido discutidos em anteriores reuniões do executivo. A bancada do movimento independente Volta Coruche/25 voltou a exigir respostas para as anomalias identificadas no edifício e questionou os resultados do grupo de trabalho que tinha sido anunciado pela autarquia para analisar a situação.
O vereador Dionísio Mendes afirmou que as reclamações sucedem-se e que, nas visitas que faz regularmente ao mercado, é raro não ouvir queixas dos vendedores. Entre os problemas apontados estão as condições de climatização do espaço, particularmente sentidas durante o Verão, e o funcionamento das portas automáticas, algumas das quais, segundo o vereador, não fecham correctamente.
Com a aproximação dos meses mais frios, Dionísio Mendes alertou para o desconforto que a entrada de ar poderá provocar, sobretudo aos comerciantes que permanecem diariamente no interior do edifício. As dificuldades não se limitam às condições físicas do mercado. O vereador referiu a existência de bancas desocupadas, outras que foram devolvidas, rendas por receber e pedidos de comerciantes que pretendem efectuar alterações nos estabelecimentos, mas que continuam sem resposta do município.
Dionísio Mendes recordou que, no início do ano, Nuno Azevedo (PS) tinha anunciado a criação de um grupo de trabalho para analisar os problemas do espaço. Contudo, afirmou desconhecer quaisquer resultados concretos dessa iniciativa, defendendo que a câmara deve prestar esclarecimentos aos vendedores e aos restantes eleitos.
O presidente da Câmara de Coruche esclareceu que o grupo de trabalho referido foi constituído essencialmente para tratar das dívidas relacionadas com o mercado, admitindo não dispor de informação detalhada sobre todas as situações levantadas pela oposição. Nuno Azevedo revelou, entretanto, que já foi lançado um procedimento para a instalação de ar condicionado no Mercado Municipal, num investimento da ordem dos 70 mil euros. A intervenção pretende responder às dificuldades de climatização sentidas no edifício, uma das principais queixas dos comerciantes durante os períodos de temperaturas elevadas. Adiantou igualmente que foi dada indicação para substituir uma câmara frigorífica e o respectivo pavimento, reconhecendo que este último se encontra degradado e já não reúne as condições necessárias.
Quanto às portas automáticas, Nuno Azevedo afirmou ter procurado obter informações recentemente, tendo-lhe sido transmitido que estavam a funcionar. Admitiu, no entanto, que a situação se pudesse ter alterado entretanto.

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