Carro suspeito de servir de abrigo preocupa moradores em Almeirim
Um Peugeot 106 branco, estacionado há vários dias no parque dos Toldos Azuis, em Almeirim, está a preocupar os moradores. A GNR já foi alertada e a câmara municipal procura identificar uma pessoa que poderá ter utilizado a viatura como abrigo e necessitar de apoio social.
Um automóvel estacionado no parque dos Toldos Azuis, em Almeirim, levantou suspeitas de estar a ser utilizado como abrigo por uma pessoa em situação de vulnerabilidade social. O caso foi denunciado nas redes sociais por moradores, que alertaram para a permanência prolongada da viatura no local e para a acumulação de lixo na sua parte inferior.
Contactado por O MIRANTE, o vereador da Câmara de Almeirim com o pelouro da Acção Social, Mário Figueiredo, confirmou que a situação está a ser acompanhada pelo município e que a GNR já realizou diligências no local. Os militares deslocaram-se ao estacionamento durante vários dias para tentar confirmar se alguém estaria a viver no interior do Peugeot 106 branco, mas não conseguiram encontrar qualquer pessoa. O proprietário do automóvel já foi identificado e está a decorrer o prazo de 30 dias previsto no procedimento relativo ao estacionamento abusivo, antes de serem tomadas novas medidas.
Mário Figueiredo explicou que a autarquia começou a acompanhar o caso assim que surgiram as primeiras denúncias nas redes sociais. Apesar das diligências realizadas, continua por identificar a pessoa que poderá ter utilizado o veículo como abrigo. O vereador sublinha que a principal preocupação do município não se limita à situação do estacionamento, passando sobretudo por perceber se existe alguém a necessitar de ajuda. A intenção é identificar a pessoa, avaliar as suas condições de vida e encontrar uma resposta social adequada.
A Câmara de Almeirim dispõe de uma estrutura de intervenção articulada com os serviços sociais, que permite acompanhar situações de vulnerabilidade e prestar apoio de acordo com as necessidades identificadas. Até ao momento, porém, não foi possível confirmar que alguém esteja efectivamente a viver na viatura.


