Muro de escola abandonada cai no histórico Bairro de Camões no Entroncamento
Degradação da antiga Escola Camões, devoluta há quase 30 anos, voltou a dar sinais de perigo com a queda de um muro na parte traseira do edifício. A Câmara do Entroncamento garante que não pode avançar com obras de reabilitação enquanto não for celebrado um novo protocolo com a Infraestruturas de Portugal.
Um muro da antiga Escola Camões, situada no histórico Bairro de Camões, no Entroncamento, desabou a 29 de Outubro, voltando a expor o avançado estado de degradação de um edifício que se encontra abandonado desde cerca de 1997. A queda ocorreu na parte traseira da antiga escola, que chegou a acolher o Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento (CERE). A Protecção Civil esteve no local e foram realizados trabalhos de limpeza e remoção de materiais em risco de queda. As telhas que caíram foram retiradas e as restantes, consideradas susceptíveis de cair, foram também removidas por razões de segurança.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha, explicou que a autarquia está impedida de avançar com obras de reabilitação enquanto não existir um novo protocolo com a Infraestruturas de Portugal (IP), entidade com a qual terá de ser formalizado um acordo que permita ao município assumir responsabilidades sobre o imóvel. Segundo o autarca, o anterior protocolo perdeu a validade porque não foram executadas obras no prazo de dois anos previsto no contrato. O município aguarda agora a celebração de um novo acordo, não existindo, para já, uma data para que a situação fique resolvida.
A degradação da antiga Escola Camões é um problema antigo, discutido ao longo de vários mandatos em reuniões de câmara e sessões da assembleia municipal, sem que tenha sido encontrada uma solução definitiva para a recuperação do edifício. Em 2018, a Câmara do Entroncamento anunciou um acordo com a Infraestruturas de Portugal para assumir a concessão e recuperação do Bairro de Camões e da antiga escola por um período de 50 anos, renovável por mais dez. O entendimento previa a reabilitação do imóvel e, na altura, a autarquia garantiu estar à procura de parceiros para lhe dar uma nova utilização. O projecto, contudo, não chegou a concretizar-se.


