Sociedade | 01-11-2026 07:59

Muro de escola abandonada cai no histórico Bairro de Camões no Entroncamento

Muro de escola abandonada cai no histórico Bairro de Camões no Entroncamento

Degradação da antiga Escola Camões, devoluta há quase 30 anos, voltou a dar sinais de perigo com a queda de um muro na parte traseira do edifício. A Câmara do Entroncamento garante que não pode avançar com obras de reabilitação enquanto não for celebrado um novo protocolo com a Infraestruturas de Portugal.

Um muro da antiga Escola Camões, situada no histórico Bairro de Camões, no Entroncamento, desabou a 29 de Outubro, voltando a expor o avançado estado de degradação de um edifício que se encontra abandonado desde cerca de 1997. A queda ocorreu na parte traseira da antiga escola, que chegou a acolher o Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento (CERE). A Protecção Civil esteve no local e foram realizados trabalhos de limpeza e remoção de materiais em risco de queda. As telhas que caíram foram retiradas e as restantes, consideradas susceptíveis de cair, foram também removidas por razões de segurança.
Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha, explicou que a autarquia está impedida de avançar com obras de reabilitação enquanto não existir um novo protocolo com a Infraestruturas de Portugal (IP), entidade com a qual terá de ser formalizado um acordo que permita ao município assumir responsabilidades sobre o imóvel. Segundo o autarca, o anterior protocolo perdeu a validade porque não foram executadas obras no prazo de dois anos previsto no contrato. O município aguarda agora a celebração de um novo acordo, não existindo, para já, uma data para que a situação fique resolvida.
A degradação da antiga Escola Camões é um problema antigo, discutido ao longo de vários mandatos em reuniões de câmara e sessões da assembleia municipal, sem que tenha sido encontrada uma solução definitiva para a recuperação do edifício. Em 2018, a Câmara do Entroncamento anunciou um acordo com a Infraestruturas de Portugal para assumir a concessão e recuperação do Bairro de Camões e da antiga escola por um período de 50 anos, renovável por mais dez. O entendimento previa a reabilitação do imóvel e, na altura, a autarquia garantiu estar à procura de parceiros para lhe dar uma nova utilização. O projecto, contudo, não chegou a concretizar-se.

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