Alcanena procura financiamento para desbloquear obras na escola de Minde
Requalificação da Escola Básica 2/3 de Minde continua sem financiamento, depois de um concurso de 3,39 milhões de euros ter sido encerrado. A Câmara de Alcanena vai apresentar novas candidaturas até ao final de Outubro e admite recorrer a empréstimos para concretizar a obra.
A Câmara de Alcanena vai voltar a tentar obter financiamento para a requalificação da Escola Básica 2/3 de Minde, uma intervenção aguardada há vários anos. Na reunião do executivo de 6 de Outubro, o vice-presidente, Nuno Silva, revelou que o município pretende apresentar, até ao final do mês, candidaturas à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e ao programa Centro 2030. Em resposta à vereadora Gorete Santos (PS), o autarca admitiu que as hipóteses de aprovação pela CCDR são reduzidas, mas garantiu que serão exploradas todas as possibilidades. “Vamos jogar nos dois tabuleiros”, afirmou. Questionado sobre um eventual empréstimo do Banco Europeu de Investimento, respondeu que “neste momento está tudo em cima da mesa”.
Enquanto a requalificação não avança, a autarquia tem realizado pequenas intervenções para melhorar o conforto dos alunos. A vereadora da Educação, Clara Batista, anunciou a adjudicação de uma bomba de calor, cuja instalação poderá ocorrer entre Novembro e Dezembro. Foram colocados estores opacos e está prevista a chegada de 380 cadeiras durante a próxima interrupção lectiva. Estão também previstas melhorias em escolas de outras freguesias.
Como O MIRANTE noticiou, a Associação de Pais de Minde exigiu esclarecimentos em Maio sobre o atraso da obra. O concurso público, lançado em 2024 por 3,39 milhões de euros e com um prazo de execução de 450 dias, acabou por ser encerrado em Janeiro de 2026, após a câmara ter aprovado por unanimidade a revogação da decisão de contratar, devido à falta de financiamento.


