Cabos cortados deixam parte da Erra sem telecomunicações
Um técnico de telecomunicações deslocou-se na segunda-feira à freguesia da Erra, em Coruche, para avaliar os danos provocados na rede. A avaria afecta serviços fixos desde o início do mês e a reparação é dificultada pelo tipo de cabo utilizado.
Parte da freguesia da Erra, concelho de Coruche, continua sem serviços fixos de telecomunicações e ainda não existe previsão para a sua reposição. Um técnico deslocou-se ao local na segunda-feira, 26 de Outubro, para avaliar os estragos e, segundo informação transmitida a Carlos Gafaniz, foram cortados cabos numa extensão de cerca de 50 metros.
O morador, que tem acompanhado e denunciado a situação, refere que a avaria envolve um cabo multipar de cobre, circunstância que, segundo lhe foi transmitido, torna mais difícil a reposição da ligação. Até ao momento não lhe foi indicada qualquer data para o restabelecimento do serviço.
A nova interrupção começou a 6 de Outubro, depois de uma alegada tentativa de furto junto das infraestruturas de telecomunicações. Carlos Gafaniz afirma que a GNR esteve no local a tomar conta da ocorrência, depois de terem sido detectados movimentos suspeitos na zona onde se encontram os equipamentos.
A avaria afecta sobretudo a zona norte da localidade, que ficou privada de Internet, televisão e telefone fixo. Os serviços móveis continuaram a funcionar. Carlos Gafaniz explicara a O MIRANTE que a Erra se encontra dividida em dois sectores, sendo o norte aquele onde ocorreu o corte do cabo.
A MEO já tinha reconhecido a indisponibilidade do serviço, numa resposta enviada através da Provedoria do Cliente. A operadora informou que as equipas técnicas estavam a trabalhar na recuperação das ligações, apontando a complexidade dos danos nas infraestruturas e as condições do terreno como factores que dificultavam os trabalhos.
Nessa comunicação, a MEO estimava inicialmente que a reparação pudesse estar concluída até 19 de Outubro, embora admitisse que o prazo poderia ser alterado perante novas dificuldades operacionais. Carlos Gafaniz afirma que, no próprio dia 19, chegou a receber a indicação de que o serviço poderia ser restabelecido num prazo de duas horas, o que não aconteceu.
O morador formalizou uma nova reclamação junto da MEO, exigindo a reparação da avaria e a compensação pelo período em que permaneceu sem os serviços contratados. Depois de tentar entregar pessoalmente o documento numa loja da operadora em Santarém, acabou por enviá-lo por correio registado para a administração da empresa e dirigiu igualmente uma exposição à Provedoria do Cliente.
Enquanto a ligação fixa não é recuperada, foi-lhe disponibilizado um ‘router’ para utilização através da rede móvel, como solução temporária para acesso à Internet e aos conteúdos televisivos. Segundo Carlos Gafaniz, o equipamento pode ser utilizado gratuitamente durante 40 dias.
A situação chegou também ao gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação, que confirmou ao morador ter remetido a sua exposição para a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), solicitando atenção para o problema e informação sobre as diligências adoptadas. Carlos Gafaniz já havia denunciado anteriormente falhas recorrentes nas telecomunicações da freguesia e mantém a intenção de reclamar junto da operadora e das entidades públicas.


