Câmara de Alenquer mantém hasta pública que originou polémica
A falta de oferta de restauração aos domingos, identificada em edições anteriores do “Alenquer, Presépio de Portugal”, é um dos argumentos apresentados pela câmara para justificar a disponibilização de um espaço adicional no Largo do Espírito Santo. O município defende ainda que a hasta pública assegura transparência e igualdade de oportunidades.
A Câmara Municipal de Alenquer mantém a intenção de disponibilizar um espaço adicional de restauração no âmbito da iniciativa “Alenquer, Presépio de Portugal”, apesar da contestação apresentada pelos empresários do Movimento Pela Restauração de Alenquer. Numa resposta enviada aos subscritores da exposição, o presidente da autarquia, João Nicolau justifica a decisão com a falta de oferta de restauração aos domingos, identificada em edições anteriores do evento, e defende que a hasta pública garante transparência e igualdade de oportunidades.
Na comunicação, o município explica que a disponibilização de um terrado no Largo do Espírito Santo, entre 30 de Novembro de 2026 e 10 de Janeiro de 2027, pretende complementar a oferta existente e melhorar o acolhimento dos visitantes durante a quadra natalícia.
A autarquia considera que a concentração da programação de Natal no centro da vila procura valorizar o comércio tradicional e a restauração, atrair visitantes e promover a descoberta do património e dos pontos de interesse turístico de Alenquer.
Sobre a falta de diálogo apontada pelos empresários, o presidente da câmara refere que o município promove reuniões de trabalho com o tecido empresarial ao longo do ano e que, em Outubro, realizou um encontro com os comerciantes da vila para articular a programação do “Alenquer, Presépio de Portugal”.
Ainda assim, admite a possibilidade de terem existido falhas de comunicação e manifesta disponibilidade para rever os canais de divulgação e contacto, de forma a reforçar a participação dos agentes económicos.
Na resposta, a câmara acrescenta que os concorrentes terão de suportar encargos operacionais, incluindo os consumos energéticos previstos nas condições do procedimento.
A comunicação refere ainda que a utilização de espaços adicionais nesta altura do ano já foi solicitada por alguns agentes do sector, incluindo restaurantes subscritores da exposição.
O prolongamento do funcionamento até 10 de Janeiro é justificado com a intenção de dinamizar o centro da vila durante toda a quadra e promover o património cultural local, nomeadamente a tradição do “Pintar e Cantar dos Reis”.
A câmara mantém que a hasta pública é o procedimento adequado para atribuir o espaço, por considerar que assegura transparência, imparcialidade e igualdade de oportunidades, através de regras previamente definidas e publicitadas.
No final da missiva, João Nicolau manifesta “alguma tristeza” pelo facto de a exposição ter surgido para contestar uma iniciativa que, na perspectiva do município, procura dinamizar a economia local.


