Cidadãos da Póvoa de Santa Iria exigem explicações sobre aves capturadas na Quinta da Piedade
Cidadãos da Póvoa de Santa Iria dizem assegurar, a expensas próprias, a alimentação das aves que vivem no exterior da Quinta Municipal da Piedade. Moradores pedem à autarquia que suspenda qualquer acção de abate e encontre uma solução que proteja os animais.
Um grupo de cidadãos pede à Câmara de Vila Franca de Xira que suspenda qualquer acção de abate dos galos, galinhas e pintos que vivem na Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, e que circulam pelas ruas da cidade. Os signatários questionam a intervenção prevista e exigem esclarecimentos sobre o destino dos animais já capturados anteriormente. José Machado, em representação de moradores da Póvoa de Santa Iria, enviou uma exposição ao presidente da câmara a contestar a operação de captura e abate das aves.
Na mensagem, datada de 28 de Outubro, os cidadãos afirmam ter tido conhecimento de uma reunião com a participação de elementos do município, na qual terá sido deliberado um conjunto de acções envolvendo o Centro de Recolha Oficial (CRO) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), com vista à captura e posterior eliminação dos animais. Os signatários atribuem a presença das aves na via pública ao abandono e à degradação do espaço conhecido como quintinha, gerido pelo município, e alegam que os animais se deslocaram para o exterior por falta de alimentação e de cuidados no interior do recinto, cuja deterioração consideram diária e notória.
Segundo a exposição, a sobrevivência dos galos, galinhas e pintos tem sido assegurada por munícipes que, a expensas próprias, lhes fornecem diariamente alimentação e água. Os cidadãos defendem que o trabalho voluntário destes cuidadores deve ser tido em conta na procura de uma solução para os animais.
Quintinha com lixo e ratos
Os signatários vão mais longe e sublinham que a Quinta Municipal da Piedade tem graves problemas de higiene urbana, com acumulação de lixo e presença de ratos, tanto no interior da quintinha como no exterior do espaço municipal. “Os mesmos cidadãos que cuidam das aves têm sido obrigados a realizar, a expensas próprias, acções de desratização para conter pragas de roedores que proliferam na via pública, além de recolherem centenas de sacos de lixo acumulado há anos, perante a ausência dos serviços municipais. É incompreensível que se mobilizem recursos públicos (CRO e PSP) para erradicar aves inofensivas, enquanto os milhares de ratos e o lixo em decomposição avançada permanecem sem intervenção”, lê-se na missiva.
O MIRANTE pediu esclarecimentos à Câmara de Vila Franca de Xira, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.


