Sociedade | 05-11-2026 12:00

Cidadãos da Póvoa de Santa Iria exigem explicações sobre aves capturadas na Quinta da Piedade

Cidadãos da Póvoa de Santa Iria exigem explicações sobre aves capturadas na Quinta da Piedade

Cidadãos da Póvoa de Santa Iria dizem assegurar, a expensas próprias, a alimentação das aves que vivem no exterior da Quinta Municipal da Piedade. Moradores pedem à autarquia que suspenda qualquer acção de abate e encontre uma solução que proteja os animais.

Um grupo de cidadãos pede à Câmara de Vila Franca de Xira que suspenda qualquer acção de abate dos galos, galinhas e pintos que vivem na Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, e que circulam pelas ruas da cidade. Os signatários questionam a intervenção prevista e exigem esclarecimentos sobre o destino dos animais já capturados anteriormente. José Machado, em representação de moradores da Póvoa de Santa Iria, enviou uma exposição ao presidente da câmara a contestar a operação de captura e abate das aves.
Na mensagem, datada de 28 de Outubro, os cidadãos afirmam ter tido conhecimento de uma reunião com a participação de elementos do município, na qual terá sido deliberado um conjunto de acções envolvendo o Centro de Recolha Oficial (CRO) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), com vista à captura e posterior eliminação dos animais. Os signatários atribuem a presença das aves na via pública ao abandono e à degradação do espaço conhecido como quintinha, gerido pelo município, e alegam que os animais se deslocaram para o exterior por falta de alimentação e de cuidados no interior do recinto, cuja deterioração consideram diária e notória.
Segundo a exposição, a sobrevivência dos galos, galinhas e pintos tem sido assegurada por munícipes que, a expensas próprias, lhes fornecem diariamente alimentação e água. Os cidadãos defendem que o trabalho voluntário destes cuidadores deve ser tido em conta na procura de uma solução para os animais.

Quintinha com lixo e ratos
Os signatários vão mais longe e sublinham que a Quinta Municipal da Piedade tem graves problemas de higiene urbana, com acumulação de lixo e presença de ratos, tanto no interior da quintinha como no exterior do espaço municipal. “Os mesmos cidadãos que cuidam das aves têm sido obrigados a realizar, a expensas próprias, acções de desratização para conter pragas de roedores que proliferam na via pública, além de recolherem centenas de sacos de lixo acumulado há anos, perante a ausência dos serviços municipais. É incompreensível que se mobilizem recursos públicos (CRO e PSP) para erradicar aves inofensivas, enquanto os milhares de ratos e o lixo em decomposição avançada permanecem sem intervenção”, lê-se na missiva.
O MIRANTE pediu esclarecimentos à Câmara de Vila Franca de Xira, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

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