Sociedade | 05-11-2026 10:00

Ilhas ecológicas continuam a cheirar mal à porta de farmácia em Castanheira do Ribatejo

Ilhas ecológicas continuam a cheirar mal à porta de farmácia em Castanheira do Ribatejo
Ilhas ecológicas à porta da Farmácia Tejo na Castanheira do Ribatejo continuam a gerar críticas - foto O MIRANTE

Junta de Freguesia de Castanheira do Ribatejo empurra o assunto para a Câmara de Vila Franca de Xira e não parece estar muito activa na luta para resolver problema que gera queixas de empresários e moradores. Situação dura há um ano.

Já passou um ano desde que, de forma temporária, foi colocada uma ilha ecológica e contentores do lixo num lugar de estacionamento junto à porta da Farmácia Tejo, em Castanheira do Ribatejo, na Rua Dom António de Ataíde. O temporário parece cada vez mais definitivo e empresários e moradores continuam a queixar-se do problema. Apesar das críticas da comunidade, a junta de freguesia continua sem mostrar empenho na tentativa de pressionar diariamente a Câmara de Vila Franca de Xira para resolver o problema.
Passado quase um ano desde que o assunto foi notícia em O MIRANTE, pouco ou nada se resolveu e quem precisa de ir à Farmácia Tejo, a mais recente da vila, continua a ter de passar perto do lixo e dos maus cheiros que emanam. E até para quem precisa de despejar o lixo a situação é desafiante, já que os contentores estão emparelhados em cima uns dos outros e demasiado juntos. “Para quem já está doente ou debilitado chegar a uma farmácia e levar com este cheiro não é nada agradável. A junta e a câmara estão a desrespeitar-nos a todos”, critica um dos moradores da zona a O MIRANTE.
As imagens do local continuam a evidenciar, como o nosso jornal tem mostrado, a urgência de uma solução que tarda em chegar, com lixo a continuar a acumular-se no local com regularidade. Não apenas a zona escolhida para colocar a ilha merece reparos de vários moradores - mesmo em frente à porta da farmácia - como também a forma amontoada como os contentores se encontram dificulta o acesso às ilhas ecológicas a quem precisa de ali depositar lixo.

Ocupar parte do jardim não é solução
A situação é da competência da Câmara de Vila Franca de Xira que, até ao fecho desta edição, não respondeu sobre o assunto. Mas, em Março deste ano, o município já nos havia dito que a definição dos locais para instalação das ilhas ecológicas depende de vários condicionamentos técnicos e legais. “O espaço público disponível naquela zona é bastante limitado, sendo necessário assegurar o cumprimento das distâncias mínimas previstas na legislação, bem como garantir condições de segurança e de acessibilidade para os utilizadores e para o serviço de recolha”, explicava. A câmara municipal dizia que os equipamentos vinham sendo limpos e a recolha dos monos feita sempre que necessário, mas os moradores e empresários dizem que nem sempre com a celeridade desejada.
Uma das soluções para o local passa por instalar equipamentos enterrados, ou então a ocupação parcial de parte do jardim que se encontra à frente do edifício, mas a junta de freguesia está contra a ideia. “Não vamos permitir que se tire espaço do jardim, que é muito usufruído pela população. A câmara foi alertada em tempo útil para esta situação ainda durante a construção do prédio. Aquele sítio em frente da farmácia está longe de ser o ideal, mas tirar parte do jardim também não é solução. É um assunto que a câmara deve ter atenção”, já havia dito ao nosso jornal Marco Jesus, vice-presidente da União de Freguesias de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras.

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