Crise da habitação leva manifestação às ruas de Santarém a 14 de Novembro
Aumento dos preços das casas, dificuldades no acesso ao arrendamento e falta de habitação pública estão na origem de uma manifestação marcada para 14 de Novembro, em Santarém.
Santarém vai juntar-se aos protestos pelo direito à habitação que decorrem em vários pontos do país. A manifestação está marcada para sábado, 14 de Novembro, às 15h00, com concentração na praça em frente ao W Shopping. A iniciativa é promovida pelo Movimento Porta a Porta, integrado na Plataforma Casa Para Viver, que pretende chamar a atenção para as dificuldades crescentes das famílias em encontrar uma casa a preços compatíveis com os seus rendimentos.
O movimento considera que a subida dos preços de compra e arrendamento, associada aos baixos salários e ao aumento do custo de vida, está a tornar o acesso à habitação cada vez mais difícil. Os promotores do protesto criticam as políticas do Governo e da Câmara de Santarém, acusando os responsáveis políticos de não adoptarem medidas capazes de travar o agravamento da situação.
Entre as principais preocupações apontadas estão a reduzida oferta de habitação pública e social, a existência de imóveis devolutos e a pressão do investimento imobiliário de carácter especulativo sobre o mercado local. O movimento defende que a falta de medidas para incentivar a colocação de casas desocupadas no mercado contribui para agravar a escassez de oferta.
Os organizadores contestam ainda as recentes alterações legislativas em matéria de arrendamento, considerando que poderão fragilizar a posição dos inquilinos.
Invocando o artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa, que consagra o direito à habitação, o Movimento Porta a Porta defende uma intervenção mais activa do Estado e das autarquias na resposta à crise habitacional. A manifestação pretende colocar o problema na agenda política local e exigir medidas que garantam o acesso a uma habitação digna.


