Sociedade | 06-11-2026 10:00

Loja do Cidadão de Constância acumula atrasos e empreiteiro volta a ser criticado

Loja do Cidadão de Constância acumula atrasos e empreiteiro volta a ser criticado

Obra de 1,3 milhões de euros, que deveria estar concluída em Março de 2025, recebeu nova prorrogação até 18 de Dezembro. Oposição critica sucessivos adiamentos e levanta dúvidas sobre a qualidade dos trabalhos. Município já aplicou duas multas ao empreiteiro.

A construção da Loja do Cidadão de Constância continua sem fim à vista e os sucessivos atrasos estão a esgotar a paciência da oposição. A Câmara Municipal aprovou mais uma prorrogação da empreitada, desta vez até 18 de Dezembro de 2026, numa obra que deveria estar concluída há mais de ano e meio. A decisão, tomada na reunião de 29 de Outubro, contou com os votos favoráveis da maioria socialista, o voto contra da CDU e a abstenção do CHEGA.
O vereador João Céu (CDU) voltou a apontar críticas à actuação do empreiteiro e alertou para possíveis deficiências na execução dos trabalhos. Em causa estão a impermeabilização da cobertura e o escoamento das águas pluviais. O autarca afirmou ter observado trabalhadores a circular sobre telas de impermeabilização já colocadas, utilizando equipamentos metálicos que poderão comprometer a eficácia da intervenção. Manifestou ainda receio de que o pavimento definitivo no piso superior esteja a ser instalado sem garantias de drenagem adequada, criando condições para a acumulação de água da chuva.
O presidente da câmara, Sérgio Oliveira, assegurou ter tomado nota dos alertas. João Céu votou contra a nova prorrogação, embora reconheça que interromper a empreitada não é solução. “Parar a Loja do Cidadão seria um suicídio”, afirmou, considerando que a postura do empreiteiro perante os atrasos “não merece consideração”. Também Fernando Guedes (CHEGA) criticou os constantes adiamentos. “Sou a favor que termine a obra, mas já não consigo mais prorrogações e justificações”, declarou, justificando a abstenção. A empreitada, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), arrancou em Abril de 2024 e deveria terminar em Março de 2025. O município já aplicou duas multas ao empreiteiro, de 19 mil e 15 mil euros, mas a conclusão da obra continua a ser adiada.

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