Moradores do Casal Garcia Mogo voltam a cobrar obras aguardadas há décadas
Seis meses depois de terem ouvido do presidente da Câmara de Torres Novas que as ruas por asfaltar eram uma prioridade, os moradores do Casal Garcia Mogo voltaram à reunião do executivo para exigir respostas. José Trincão Marques reafirma que a intervenção é prioritária, mas não avança com prazos.
Os moradores do Casal Garcia Mogo, em Torres Novas, estão cansados de esperar por obras que reclamam há décadas. Uma representante da população voltou à última reunião pública do executivo municipal para questionar o presidente da câmara, José Trincão Marques (PS), sobre os planos para a Rua do Espírito Santo, Rua Dom Humberto Horta e Rua de São Francisco, que continuam sem pavimentação e com problemas de escoamento de águas pluviais.
A intervenção surgiu depois de uma visita recente do autarca àquela localidade da União de Freguesias de Santa Maria, Salvador e Santiago. A representante quis saber que prioridades foram definidas e quando poderão ser resolvidos problemas que afectam a saúde e a mobilidade dos residentes. Recordou que, em Abril, os moradores admitiram abdicar, para já, da rede de saneamento básico em troca da pavimentação das ruas e da resolução dos problemas de drenagem. Apesar de existirem manilhas no local, lembrou, continua a não haver escoamento adequado das águas da chuva.
A Rua Dom Humberto Horta foi apontada como um dos exemplos mais graves, com a moradora a explicar que aquela via sofreu alterações significativas desde finais de 1999, quando terras provenientes do desaterro do terreno onde hoje funciona a bomba de combustível da BP foram ali depositadas, elevando consideravelmente a estrada. Desde então, disse, os buracos têm sido tapados com tout-venant, agravando as irregularidades do piso.
José Trincão Marques confirmou que esteve recentemente no local com o presidente da junta e que a intervenção foi identificada como prioritária. Reconheceu também os problemas de drenagem, que provocam acumulação de água em períodos de chuva intensa. “O dinheiro não estica, temos de hierarquizar problemas. E este é um dos problemas que tem de ser agarrado, aliás, está no topo das prioridades da freguesia e temos de respeitar”, afirmou o autarca, defendendo uma solução articulada com a junta de freguesia.
Catorze anos de queixas
Tal como O MIRANTE noticiou em Abril, o presidente da câmara já tinha anunciado que aquelas ruas estavam entre as prioridades de um plano de asfaltamento, para o qual estava prevista uma verba global de 500 mil euros destinada às freguesias. Na altura, explicou que seria necessário elaborar primeiro o projecto. Em 2012, duas das cinco ruas do Casal Garcia Mogo foram asfaltadas. As restantes continuam à espera, 14 anos depois, sem que tenha sido apresentada uma data concreta para o início das obras.


