População do Carvalheiro exige capela e casa mortuária, mas Câmara de Alcanena não assume compromisso
Moradores dizem que já existe terreno e projecto para concretizar uma reivindicação antiga. Presidente da Câmara de Alcanena reconhece a necessidade da obra, mas não garante apoio financeiro e admite estudar a criação de um espaço polivalente.
A população do Carvalheiro, no concelho de Alcanena, voltou a reclamar a construção de uma capela e de uma casa mortuária, durante a reunião de câmara descentralizada realizada a 19 de Outubro. O projecto arrasta-se há vários anos e, apesar de já existir terreno e projecto, continua sem garantias de financiamento. Marco Rafael, da associação Sol do Carvalheiro, criada para impulsionar a iniciativa, explicou que o terreno está em nome da fábrica da igreja e defendeu que a obra avance por fases, de forma a ultrapassar as dificuldades financeiras e o aumento dos custos de construção. “Há necessidade, se calhar, de arrancar e começar a fazer coisas faseadas, de um ano para o outro, para a gente conseguir levar a bom porto esta obra”, afirmou.
O presidente da Câmara de Alcanena, Rui Anastácio, reconheceu a mobilização da população, mas deixou claro que a autarquia não pode, nesta fase, assumir encargos financeiros. Defendeu a necessidade de avaliar os custos do licenciamento e da execução, para evitar que a construção fique inacabada. O autarca admitiu ainda estudar uma solução mais abrangente, com um equipamento polivalente que, além da capela e da casa mortuária, permita acolher actividades e encontros da comunidade. Actualmente, a associação local nem sequer dispõe de instalações próprias para reunir.
Rui Anastácio recordou que a prioridade municipal no mandato anterior foi desbloquear a obra de saneamento básico da aldeia, que exigiu um investimento significativo. Quanto à nova reivindicação, deixou a porta aberta ao diálogo, mas sem promessas. “Neste momento não estamos em condições de assumir nenhum compromisso, mas teremos que encontrar soluções, pois percebemos e conhecemos o projecto, que é ambicioso”, concluiu.


