Sociedade | 06-11-2026 13:09

Vítimas da legionella não desistem de lutar por justiça

Vítimas da legionella não desistem de lutar por justiça

A Associação de Apoio às Vítimas da Legionella mudou de advogado, mas mantém a intenção de levar até ao fim a acção contra o Estado português, que continua a correr no Tribunal Administrativo de Lisboa.

Doze anos após o surto de legionella que ocorreu no concelho de Vila Franca de Xira, o segundo maior a nível mundial, cerca de 30 vítimas continuam a reclamar justiça.
A Associação de Apoio às Vítimas da Legionella (AAVL) mudou de advogado e, reunida quinta-feira na sua sede, no Bairro da Soda Póvoa, no Forte da Casa, garantiu que não vai desistir do processo, admitindo, em último recurso, recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
A acção popular contra o Estado português continua a correr termos no Tribunal Administrativo de Lisboa e já foi contestada pelo Estado.
Recorde-se que, em Janeiro de 2022, o processo-crime que decorria nos tribunais teve um desfecho que evitou o julgamento dos arguidos: a empresa ADP – Adubos de Portugal, a GE Power & Water e vários funcionários. Na altura, parte das vítimas aceitou valores indemnizatórios.
A AAVL admite que as vítimas que reclamam ser ressarcidas dos danos causados à saúde, das despesas com tratamentos e das perdas decorrentes de ausências laborais estão descrentes da justiça, mas mantêm-se dispostas a ir até ao fim e a continuar a lutar.
O surto da doença dos legionários no concelho de Vila Franca de Xira ocorreu em Novembro de 2014. Foram confirmados cerca de 375 casos e morreram 12 pessoas.
Notícia para ler na edição impressa de O MIRANTE.

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