Bombeiros Voluntários do Couço já têm instalações mas falta autorização
A associação que pretende criar um corpo de bombeiros na freguesia do Couço ainda aguarda a autorização necessária para concretizar o projecto. A direcção apela à mobilização da população, à entrada de novos sócios e ao recrutamento de voluntários, reconhecendo que o caminho será longo e marcado por exigências burocráticas.
A criação de um corpo de bombeiros voluntários no Couço deu mais um passo no sábado, 31 de Outubro, com a assinatura de um contrato de comodato entre a Câmara de Coruche e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Couço. O acordo permite à associação utilizar as antigas instalações da secção do Couço dos Bombeiros Municipais de Coruche, que poderão passar a funcionar como sede da instituição. A formalização decorreu durante um almoço de convívio e esclarecimento, realizado no salão da Casa do Povo do Couço, que juntou a população e representantes autárquicos.
O presidente da direcção da associação, Paulo Rosado, apresentou o ponto de situação de um projecto que considera uma das causas mais importantes da sua vida. Natural do Couço, de onde saiu para Lisboa, regressou à terra natal com a determinação de contribuir para melhorar a capacidade de resposta às necessidades de socorro da população. Num discurso marcado pela emoção, assumiu o orgulho nas suas origens e a convicção de que a freguesia precisa de um corpo de bombeiros voluntários.
Apesar do passo dado com a cedência das instalações, Paulo Rosado fez questão de esclarecer que a criação do corpo de bombeiros ainda não está autorizada. A associação continua a desenvolver as diligências necessárias para alcançar esse objectivo, enfrentando exigências administrativas e burocráticas. “Não vos queremos prometer aquilo que ainda não está nas nossas mãos. Queremos, sim, garantir-vos que não vamos desistir facilmente”, assegurou.
“Precisamos de voluntários”
O dirigente sublinhou que a proximidade dos meios de socorro pode fazer a diferença numa situação de emergência e defendeu que a concretização do projecto depende do envolvimento de toda a comunidade. Mais do que instalações, ambulâncias ou equipamentos, a associação precisa de pessoas disponíveis para abraçar a missão de ajudar os outros. “Precisamos de pessoas. Precisamos de bombeiros, precisamos de voluntários, precisamos dos vossos filhos, dos vossos netos, de homens e mulheres desta terra que estejam dispostos a dar um pouco de si para ajudar os outros”, apelou, pedindo também a adesão de novos sócios, a colaboração das empresas e a participação activa dos habitantes.
Presente na iniciativa, o presidente da Câmara de Coruche, Nuno Azevedo, reconheceu as dificuldades que acompanham processos desta natureza, sobretudo devido à demora dos procedimentos administrativos. O autarca considerou que a assinatura do contrato representa um primeiro apoio concreto da autarquia, embora tenha admitido que as instalações ainda não reúnem todas as condições necessárias. O autarca defendeu que a futura estrutura deverá funcionar como complemento aos Bombeiros Municipais de Coruche, tendo em conta a distância e a dispersão geográfica do território.


