Moradores do Cartaxo queixam-se de ralis e barulho pela madrugada junto às bombas da Shell
Carros, motas, gritos e comportamentos agressivos estão a tirar o descanso aos moradores do bairro de São Vicente Paulo, no Cartaxo. Uma residente garante que já chamou várias vezes as autoridades mas o problema persiste. Câmara promete contactar as forças de segurança.
O barulho de carros e motas, alegados ralis e gritos pela madrugada junto às bombas de combustível da Shell, perto do Pingo Doce, no Cartaxo, estão a deixar os moradores da zona sem descanso. A denúncia foi feita por Virgínia Rodrigues, residente no bairro de São Vicente Paulo, durante a reunião de câmara de 15 de Outubro, onde pediu uma intervenção para acabar com uma situação que considera “insuportável”. Segundo a moradora, os ajuntamentos prolongam-se frequentemente até à meia-noite, uma ou duas da madrugada, perturbando o descanso de quem vive nas proximidades. Virgínia Rodrigues garante que já chamou várias vezes as forças de segurança mas o problema continua. Queixa-se também de insultos e comportamentos agressivos por parte de algumas pessoas que frequentam o local.
A situação afecta igualmente os funcionários do posto de combustível, que, segundo a munícipe, são alvo de atitudes desrespeitosas, sobretudo quando apagam as luzes pelas 23h00. “Também não posso exigir nada aos empregados, porque conforme as pessoas que lá estão são malcriadas para nós, também são para os empregados”, afirmou. A residente sublinhou que a principal preocupação é o direito ao descanso, lembrando o caso do filho, que trabalha como socorrista e tem de se levantar, por vezes, às quatro ou cinco da manhã.
O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, reconheceu que já tinham chegado ao município queixas de ruído naquela zona, anteriormente relacionadas com as máquinas de lavagem automóvel, problema que considerou resolvido. Quanto aos actuais ajuntamentos, comprometeu-se a contactar as forças de segurança para perceber que intervenções podem ser realizadas. “É importante respeitar as horas de descanso. Vamos tentar perceber junto das forças de segurança que tipo de acção é que podem ali desenvolver para minimizar esses impactos”, assegurou.


